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Arroz de Carreteiro (o original e legítimo)


Ingredientes

  • Receita típica do Rio Grande do Sul
  • 1/2 kg de charque cortado em cubos pequenos
  • 1/2 de arroz
  • 01 colher rasa (sopa) de banha
  • 01 cebola média picada
  • 03 dentes de alho amassados e picados

Modo de preparo

Afervente ligeiramente o charque, lave e escorra bem, derreta bem a banha em uma panela e coloque o charque para fritar, quando ficar bem dourado, junte primeiro a cebola depois o alho, mexa bem daí coloque o arroz, frite por alguns minutos.
Coloque água fervente + ou – dois dedos acima do arroz.
Acerte o sal, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo brando, até dar o ponto no arroz (ficar macio).

Dicas:
1) Se quiser decore com tempero verde picado
2) O Arroz de Carreteiro vai bem com feijão mexido
3) Em vez de aferventar o charque, deixe de molho em água fria no dia anterior ao preparo, trocando a água pelo menos três vezes.

Rendimento: 05 porções

Informações

Hoje é muito comum, se encontrar preparos de arroz com carne, seja fresca ou sobras de churrasco e denomina-lo como arroz de carreteiro, ou ainda, afirmar: - vou fazer um carreteiro de charque, ora arroz de carreteiro só se faz com charque, eventualmente podemos dizer carreteiro de charque quando queremos identificar o tipo de charque. Ex. carreteiro com charque de ovelha.

Bom, para entender bem a origem do Arroz de Carreteiro e sua maneira correta de prepará-lo, vou fazer um breve histórico.
No Rio Grande do Sul os tropeiros exerceram um papel importante na sua economia, transportando inicialmente o gado, depois transportando os comerciantes de couro. O tropeiro não parava com as suas idas e vindas. As longas andanças e as dificuldades para vencer as distâncias, fizeram com que lhes acompanhassem o carreteiro em cuja carreta levava os mantimentos. O charque e o arroz eram produtos indispensáveis, pois não pereciam com facilidade.
Normalmente o carreteiro era o responsável de fazer a comida dos tropeiros. O cozimento do charque, depois de dessalgado (muitas vezes o dessalgue era feito na beira de um rio) com o arroz, era um prato consistente e forte que os tropeiros apreciavam muito para recuperar as suas energias. Daí passou a chamar esta iguaria de Arroz de Carreteiro. Hoje tanto o gaúcho da campanha como o da fronteira acrescenta a cebola e o alho no preparo desse prato.

Receita e informações enviadas por Chef KAROL BEDNARZ
Professor de Gastronomia Gaúcha
UNIVATES – Centro Universitário – LAJEADO/RS


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