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Tripes

Thysanoptera

Sobre

Os adultos são insetos pequenos (1 mm de comprimento), corpo alongado, com coloração amarelo-claro a marrom e asas franjadas típicas. Os ovos são colocados nos tecidos tenros da planta e após quatro dias eclodem as formas jovens. As ninfas são mais claras que os adultos, medem 1 mm de comprimento e não possuem asas. Vivem em colônias, alojando-se nas bainhas das folhas e alimentam-se da seiva da planta. O ciclo completo, de ovo a adulto, tem duração aproximada de 15 dias, de acordo com a temperatura.

Fonte: Embrapa 

Sintomas

Com ataque intenso pode-se observar áreas esbranquiçadas ou prateadas nas folhas, que ficam retorcidas, podendo secar completamente, comprometendo o crescimento da planta. Causam perdas na produção, devido à redução do tamanho e peso dos bulbos. Plantas muito danificadas não tombam por ocasião da maturação fisiológica, o que facilita a entrada de água até o bulbo, aumentando as perdas da produção por apodrecimento. O período crítico compreende os estádios vegetativos e de bulbificação. Foi verificado que existe correlação entre altas populações de tripes e a doença mancha púrpura, causada pelo fungo Alternaria porri. Os tripes também podem transmitir viroses. Em anos secos, as ninfas atacam também os bulbos, permanecendo sob a pele, causando danos à escama externa, comprometendo a qualidade do produto e o tempo de armazenamento.

 

Fonte: Embrapa

Tratamento

Recomenda-se a adoção do manejo integrado, com ênfase em:

respeitar a época adequada de plantio, procurando fugir dos períodos que favorecem a maior densidade populacional da praga, como alta temperatura associada a períodos de seca;

escolher cultivares de cebola mais tolerantes ao inseto, de folhas lisas e pouca cerosidade, com bainha circular e com maior ângulo de abertura. Cultivares precoces geralmente sofrem menores perdas, pois escapam do pico populacional dos tripes;

evitar plantios consecutivos da cultura, que favorecem a migração do inseto para as culturas mais novas;

adotar as recomendações do nível de dano, ou seja, iniciar o controle químico, no estádio vegetativo, quando forem amostrados 15 tripes/planta, e após esta fase, quando forem amostrados 30 tripes/planta.

O controle natural é feito por meio de larvas de dípteros da família Syrphidae e alguns coleópteros.

Fonte: Embrapa