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Podridão cinzenta

Botrytis cinerea

Sobre

A botrytis é considerado principalmente como um saprófita que ataca inicialmente as células alteradas (lesões mecânicas ou insectos, secura) para, em seguida, invadir os tecidos saudáveis.

É composto por filamentos que reproduzem órgãos de propagação vegetativa e esporos ou conídios.

Esta esporulação é muito abundante.

Os esporos depositam-se em partes lesadas, senescentes ou mortas e contaminam o resto da planta.

O fungo conserva-se nos restos vegetais e no solo sob a forma de esporos (conídios), de micélio ou de escleródios. Os escleródios têm uma aparência preta brilhante. São viáveis por muito tempo.

 

É um parasita pouco exigente para se desenvolver.

As condições favoráveis para o seu desenvolvimento caracterizam-se por temperaturas médias entre os 16 e os 23°C, associadas a uma elevada humidade relativa (acima dos 95%).

Os esporos necessitam de água livre para a sua germinação.

O excesso de azoto favorece também o seu desenvolvimento.

As correntes de ar favorecem a sua disseminação.

Sintomas

A botrytis ataca as folhas, os pedúnculos, as flores, as sépalas, os frutos e o caule.

Os tecidos infectados cobrem-se de um mofo cinzento muito característico.

Podridões castanhas e húmidas, muitas vezes ligadas a lesões sofridas durante o plantio, formam-se no colo da planta.

Manchas em anéis concêntricos mais escuros aparecem na face superior dos folíolos.

Nas caules, cancros beges ou castanhos escuros aparecem no sítio de feridas feitas durante o desfolhamento.

Em frutos, a contaminação vem das sépalas ou pétalas secas.

Os sintomas iniciais são podridões moles e de cor cinza-bege. Os ataques podem ocorrer directamente na fruta verde ou vermelha. Neste caso, visualizam-se manchas ou anéis translúcidos em branco de 3 a 6mmm de diâmetro com um ponto central de necrose.

Tratamento

As medidas preventivas procurarão minimizar os factores de risco.

Em viveiro

Trabalhar com substratos desinfectados.
Evitar plantar muito densamente.
Reduzir a humidade relativa.
Evitar os ferimentos.

 

Em cultura

Evitar todo o tipo de excesso de humidade e de condensação nas folhas. Para isso, convém agir no ambiente climático para garantir uma boa ventilação das estufas.

Retirar totalmente todos os suportes de contaminação (folhas secas, frutas podres,...).
O desbaste das partes mais antigas deverá realizar-se o mais perto do caule.
Tratar logo que os sintomas apareçam.
Para as intervenções químicas localizadas ou generalizadas, é recomendado o uso de produtos químicos de famílias diferentes, para evitar o risco de resistência.

A luta biológica, climática e o uso de películas de plástico estão em estudo.