Aguarde...

Pinta preta

Guignardia citricarpa (Phyllosticta citricarpa)

Sobre

A pinta-preta, doença fúngica causada por Alternaria solani, pode ocasionar perdas na produtividade de até 70% em condições ideais ao seu desenvolvimento (altas umidade e temperatura do ar). Sem dúvida é a principal doença fúngica da batata em regiões de clima tropical. As cultivares em uso apresentam baixa adaptação e praticamente não se cultiva esta hortaliça na região Centro-Oeste entre os meses chuvosos (outubro a fevereiro). Neste período o controle é feito em geral através de pesadas aplicações de fungicidas que chegam a representar mais de 10% do custo de produção.

 

O fungo Alternaria solani causa a desfolha precoce da planta, o qual ocorre normalmente após o período de maior vigor vegetativo, a partir dos 30 a 40 dias pós-plantio. A doença inicia nas folhas mais velhas com a formação de pequenas pintas pretas, que aumentam de tamanho, alastrando-se da base para o ápice da planta.

 

 

Fonte: Embrapa

Sintomas

Em frutos, seis tipos principais de lesões, com denominações diferentes, podem ocorrer:

1) manchas duras: são as mais comuns e típicas da doença; em geral, aparecem no início da maturação. Em frutos verdes, um halo amarelado aparece circundando as lesões. Em frutos maduros, um halo verde aparece ao redor das lesões, que apresentam o centro deprimido de cor marrom-claro ou cinza-escuro, os bordos salientes de coloração marrom-escura pequenas pontuações negras no centro;


2) manchas de falsa melanose: são lesões muito pequenas, escuras lisas e numerosas, que em geral aparecem quando os frutos estão ainda verdes;


3) manchas trincadas: são lesões superficiais, escuras, de diferentes tamanhos e bordas não bem definidas, que aparecem quando os frutos ainda estão verdes, e, ao envelhecerem, formam trincas na sua superfície. Essas lesões aparecem sempre associadas ao ácaro da falsa ferrugem;


4) manchas rendilhadas: são lesões superficiais, de bordos não bem definidos, coloração alaranjada com o centro amarelo-marrom a marrom-escuro, que podem tomar grandes áreas da superfície do fruto, e em geral ocorrem em frutos verdes;


5) manchas sardentas: são lesões levemente deprimidas e avermelhadas, que em geral aparecem em frutos maduros ou frutos já colhidos. Podem unir-se formando grandes lesões ou permanecerem pequenas e individualizadas. Sua ocorrência é maior em frutos colhidos armazenados em temperaturas acima de 20°C;


6) manchas virulentas: lesões que em geral se desenvolvem no final da safra, quando os frutos já estão maduros e as temperaturas são elevadas. Resultam do crescimento ou união de lesões dos tipos mancha dura e falsa melanose, dando origem a grandes lesões deprimidas de centro acinzentado e bordos salientes de coloração marrom-escuro ou vermelho-escuro. No centro dessas lesões também aparecem pontuações escuras. A casca do fruto pode ficar completamente necrosada na área lesionada, mas sua parte interna não é afetada.

 

Os sintomas em folhas, ramos e espinhos são muito raros. As lesões nesses órgãos são muito semelhantes às do tipo manchas duras em frutos, apresentando o centro necrótico deprimido de cor cinza, os bordos salientes marrom-escuro, um halo amarelado ao redor das lesões e frutificações (picnídios) do fungo no centro das lesões.

 

Fonte: Abanorte

Tratamento

O emprego de genótipos resistentes, sem dúvida, é uma das medidas mais eficazes e seguras para o controle da pinta-preta, principalmente por permitir redução nos custos de produção e menor agressão ao meio-ambiente pelo uso de agrotóxicos.

 

Normalmente observa-se associação entre a resistência à pinta-preta e o ciclo tardio da cultura. Entretanto esta última característica é indesejável. Trabalhos de pesquisa mostram ser possível a obtenção de genótipos precoces e ao mesmo tempo resistentes à pinta-preta.

 

Fonte: Embrapa