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Mosca minadora

Liriomyza sativae Blanchard

Sobre

As moscas minadoras são insetos pertencentes à ordem Diptera, família Agromyzidae e gênero Liriomyza. São vulgarmente conhecidas como bicho mineiro, minador, riscador de folha, entre outros.
O gênero Liriomyza é composto por 376 espécies, das quais, Liriomyza huidobrensis (Blanchard), L. sativae Blanchard e L. trifolii (Burgess) são nativas do Novo Mundo, com ampla distribuição nas Américas do Norte e do Sul. No Brasil, estas três espécies ocorrem naturalmente em quase todos os estados, atacando cerca de 14 famílias de plantas, incluindo ornamentais, o feijão e oleráceas, com destaque para batata, tomate, alface, melancia e melão.

 

Os adultos medem de 1 a 3 mm de comprimento. Possuem corpo com coloração predominantemente preta com manchas amareladas no escutelo, na parte superior da cabeça e nas laterais do tórax.

 

 

Fonte: Embrapa

Sintomas

Assim que as larvas eclodem, já se alimentam dos tecidos do mesófilo foliar, com formação das minas. A presença de várias minas nas folhas
causa a redução da área foliar e a diminuição da taxa de fotossíntese da planta. Consequentemente, ocorre perda na produção e também na qualidade dos frutos, devido à redução do teor de sólidos solúveis. Além disso, em altas infestações, as folhas tornam-se ressecadas e quebradiças, sendo facilmente arrancadas pelo vento ou manuseio.

 

Além disso, o ataque das moscas causa desfolha e, consequentemente, a exposição direta dos frutos ao sol, levando ao surgimento de manchas de queimadura. Assim, os frutos ficam inviabilizados para comercialização devido à perda da qualidade externa.

 

 

Fonte: Embrapa

Tratamento

Por definição, o manejo integrado de pragas (MIP) é “um sistema de decisão para uso de táticas de controle, isoladamente ou associadas harmoniosamente, numa estratégia de manejo baseada em análises de custo/benefício, que levam em conta o interesse e/ou o impacto sobre os produtores, sociedade e o ambiente”.


Assim, o MIP utiliza informações obtidas por meio do monitoramento para estabelecer a densidade populacional da mosca minadora, possibilitando ao produtor, utilizar táticas de controle (inseticidas, entre outras), apenas quando a população da mosca ultrapassar o nível de controle previamente estabelecido.
A seguir estão descritas várias medidas de manejo que podem ser utilizadas no manejo integrado da mosca minadora. No entanto, para que sejam eficientes, essas medidas de controle devem ter uso planejado com critério e em nível de macrorregião.

 

Tanto os adultos como as larvas da mosca minadora possuem inimigos naturais: (1) predadores, como os bichos lixeiros (Crysopidae), aranhas, ácaros (Phytoseidae) e (2) parasitóides, como os do gênero Opius (Braconidae); as espécies Chrysocharis spp., Neochrysocharis spp.; Diaulinopsis callichroma, Closterocerus spp. e Diglyphus begini (Eulophidae).
Pouco se sabe a respeito da influência dos inimigos naturais na regulação do nível populacional da mosca minadora e da capacidade de manter as populações da praga sob controle. Sendo assim, pesquisas devem ser desenvolvidas, a fim de estabelecer um nível de controle que considere, não somente o número de larvas/minas por folha, mas também a ação reguladora dos inimigos naturais, com o objetivo de maximizar o manejo dessa praga e a sustentabilidade da cultura do meloeiro.

 

 

Fonte: Embrapa