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Visitantes da ExpoMs fazem teste da pegada ecológica





Geralda Magela

Quem visitou o pavilhão Pantanal Sustentável na 1ª ExpoMs, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Grande (MS), na noite desta sexta-feira (9) teve a oportunidade de fazer o teste da pegada ecológica. Com o objetivo estimular a reflexão sobre o consumo consciente, técnicos do WWF-Brasil instalaram um computador no local para divulgar a ferramenta e fazer o teste da pegada entre o público presente.

A pegada ecológica é uma metodologia que permite calcular, com base em um questionário, o rastro que cada pessoa deixa no meio ambiente em razão do seu padrão de consumo e de vida. O objetivo é estimular as pessoas a reverem seus hábitos de consumo e fazer mudanças que possam ajudar a reduzir esses impactos no planeta. O resultado é traduzido em hectares ou “planetas. Saiba mais sobre a pegada ecológica.

A estudante Laura Rondon de Barros, de 12 anos, fez o teste e se surpreendeu com o resultado: ela “consome” três planetas. “Pensava que fosse menos”, disse a estudante do 8º ano do ensino fundamental. Mas em seguida, fazendo uma reflexão, confessa que é comum esquecer a luz do quarto e o computador ligados. O pode fazer para diminuir a pegada? “Vou ficar mais atenta, apagar as  luzes quando sair de um ambiente e tomar banhos mais rápidos”, promete. 

Ao contrário de Laura, que já nasceu em um tempo onde a preocupação com o meio ambiente ocupa espaço cada vez maior, o produtor rural Abílio Leite de Barros viveu boa parte dos seus 80 anos em uma realidade bem diferente e acompanhou todo esse processo de mudanças. “A consciência ecológica foi a melhor coisa que aconteceu no século 20. Antes não existia essa preocupação”, lembra.

Do alto de seus 80 anos, com mente aberta e curiosa – mas fazendo questão de dizer que não sabia mexer com computador - ele aceitou o convite e fez o teste da pegada. “Com a idade que tenho, meu rastro deve ser grande”, refletiu. Na verdade, o resultado foi o mesmo de Laura. Para ele, mesmo que intuitivamente e sem o saber, o homem da planície pantaneira sempre foi um conservacionista e aprendeu a conviver com a natureza e a usar seus recursos, sem destruí-la. “O pantaneiro não precisa fazer muito esforço para preservar porque é algo natural para ele”, opina.

Formado em Direto, Abílio também foi professor de filosofia e acaba de se lançar também como escritor (ele aproveitou a agenda cultural do pavilhão para lançar seu livro Gente Pantaneira – Crônicas da sua história, uma coletânea de crônicas sobre a vida pantaneira), mas deixou a profissão para se dedicar à atividade pecuária. Os filhos seguiram o mesmo caminho. 

Há alguns anos, o produtor rural se deparou com uma novidade. Os filhos dele, Luciano e Leonardo Leite de Barros, começaram a fazer parte de um projeto novo, o de criar boi orgânico. Os dois são integrantes da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO).  “No início fiz um suspense, mas depois entendi que vale a pena apostar nesse negócio. A idéia da preservação e da sustentabilidade vai dirigir o mundo, direta ou indiretamente”, afirma. 

Pavilhão  Pantanal Sustentável

Organizado pela ABPO Pantanal Orgânico, com o apoio do WWF-Brasil e de outros parceiros da associação, o Pavilhão Pantanal Sustentável atraiu grande público na Expo MS. A feira da cadeia produtiva do agronegócio é  organizada pela  Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) e termina no domingo (11).

No espaço de 350 metros quadrados do pavilhão foram montados estandes de empresas e entidades parceiras, além do espaço de convivência, onde acontecem apresentações musicais, relançamentos de livros sobre o Pantanal e degustação de carne orgânica produzida do Pantanal, projeto que tem o apoio do WWF-Brasil. Link para a pecuária orgânica.

No ambiente, o público conhece os processos produtivos da carne bovina orgânica, o potencial econômico e ambiental do Pantanal, onde são desenvolvidos projetos de valoração de produtos e serviços sustentáveis, com responsabilidade socioambiental e viabilidade econômica.  

A divulgação da pecuária orgânica também foi feita por meio de uma palestra ministrada pelo presidente da ABPO, Leonardo Barros, e pelo técnico de conservação do WWF-Brasil, Ivens Domingos, na segunda-feira (5).

Neste sábado (10) haverá também uma degustação de um prato de carne orgânica produzido pelo chef paulista, nascido em Campo Grande,  Paulo Machado. 

Pecuária orgânica certificada

Desde 2003, o WWF-Brasil apoia a Pecuária Orgânica Certificada no Pantanal. “Nosso objetivo é buscar alternativas que permitam aliar a atividade produtiva da pecuária e a conservação dos recursos naturais do Pantanal”, diz Michael Becker, coordenador do Programa Pantanal do WWF-Brasil.

A atuação com o segmento da pecuária é fundamental para as ações de conservação no Pantanal, uma vez que essa é uma das principais atividades econômicas da região. Estimular iniciativas como a produção orgânica certificada é uma maneira de minimizar impactos promover a conservação do bioma e da Bacia do Alto Paraguai, onde ele está situado.

O sistema de produção orgânico visa o desenvolvimento econômico e produtivo que não polua, não degrade e nem destrua o meio ambiente e, que, ao mesmo tempo valorize o homem como principal integrante do processo.

 

 

 


Fonte: WWF - Brasil


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