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Vídeo mostra riquezas, impactos e alternativas para o Pantanal




Por Geralda Magela

Imagine um grande prato de sopa que enche de água e transborda no período de chuva, depois vai esvaziando aos poucos na estação seca e volta a encher de novo.  Essa imagem pode ser usada para entender melhor o que é o Pantanal, um ecossistema único, rico e ao mesmo tempo ameaçado, situado no coração do Brasil, na Bolívia e no Paraguai.

A riqueza ambiental do Pantanal, sua biodiversidade e paisagens únicas fazem parte do vídeo sobre o Pantanal produzido pelo WWF-Brasil, em parceria com o WWF-Bolívia.

O vídeo de 6 minutos mostra também os impactos que a região vem sofrendo e os projetos e alternativas de produção sustentável que o WWF apoia no  Brasil e na Bolívia para conservar o Pantanal. Entre eles, a pecuária orgânica certificada, monitoramento de impactos, educação ambiental, ordenamento territorial, áreas protegidas públicas e privadas. 

O Pantanal é a maior área úmida do Planeta e sua importância ambiental ultrapassa as fronteiras dos três países que o abrigam. Paisagem em constante movimento, é justamente esse ciclo das águas o responsável pela riqueza do Pantanal.

Quando o “prato” se enche e transborda formam-se grandes alagados, encharcando e nutrindo o solo com água e material orgânico, trazidos junto com a inundação. Quando esvazia, também mostra sua exuberância e forma o ambiente ideal para a  uma grande variedade de  plantas e animais que encontram ali  as condições ideais para viver, reproduzir e se perpetuar.

No entanto, se diminuir ou aumentar em excesso a quantidade de água ou se a água carregar muitos sedimentos, o processo de inundação fica prejudicado e o Pantanal também. “A sobrevivência do Pantanal rico e biodiverso depende desse ciclo das águas. Por isso, qualquer mudança ou impacto nas partes altas da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, onde estão as nascentes,  têm reflexos no Pantanal”, destaca  o coordenador do Programa Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.

Desde 1998, WWF-Brasil e WWF-Bolívia vêm atuando com projetos de conservação no Pantanal, com uma visão transfronteiriça, olhando a bacia como um todo e em articulação com parceiros locais.  A escolha do bioma como uma de suas áreas prioritárias de atuação da ONG deve-se ao reconhecimento da importância do Pantanal para a conservação da biodiversidade.

Patrimônio natural

O Pantanal ocupa uma área de 158.592 quilômetros quadrados, mas a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, responsável pela sua formação, é muito maior. Ao todo, a bacia transfronteiriça abrange uma área de 624.320 km2, sendo aproximadamente 62% no Brasil, 20% na Bolívia e 18% no Paraguai, com recursos hidrológicos importantes para o abastecimento das cidades, onde vivem aproximadamente três milhões de pessoas.

Existem registros de pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. Desse total, entre as quais estão 3.500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325  peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves  e 159 mamíferos.  

A importância ambiental da maior área úmida continental teve o seu reconhecimento a partir de 1998, quando o bioma foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição brasileira. Em 2000, o Pantanal recebeu o título de Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A importância das áreas úmidas

As áreas úmidas existem em todos os tipos de ecossistemas e são importantes para a manutenção da biodiversidade de regiões importantes. Situadas em uma interface entre a água e o solo, são ecossistemas complexos, pressionados não somente pela ação direta do homem, mas também pelos impactos sobre ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce adjacentes.

As áreas úmidas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas, mas, também, periodicamente, espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuem substancialmente para a biodiversidade ambiental. Além disto, têm papel importante no ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.

Desenvolvimento Sustentável

O vídeo mostra não somente esse patrimônio natural que é o Pantanal, mas também a sua fragilidade, reforçando a necessidade de mantê-lo conservado. Ao mesmo tempo, aponta a importância de fomentar atividades econômicas - como a pecuária orgânica certificada, o turismo e a pesquisa científica, o artesanato sustentável - que garantam o desenvolvimento socioeconômico de sua gente sem destruir todo esse patrimônio.


Estudo mostra maior impacto na parte alta da Bacia

Estudo realizado pelo WWF-Brasil em parceria com ONGS que atuam no Pantanal brasileiro mostra que a planície inundável, onde está o Pantanal, ainda está bem conservada, com 86,6% da sua cobertura vegetal natural. A situação é bem diferente na parte alta da bacia hidrográfica, onde apenas 41,8% da vegetação natural permanecem com sua formação original.

O estudo denominado Monitoramento das Alterações da Cobertura Vegetal e Uso do Solo na Bacia Alto Paraguai foi realizado por um consórcio de ONGs, entre elas o  WWF-Brasil. O objetivo  do estudo lançado em maio de 2010 foi fazer uma análise detalhada das mudanças de cobertura vegetal e uso do solo, ocorridas na Bacia do Alto Paraguai no período de 2002 a 2008.

O mapa também registrou um percentual maior de desmatamento no planalto da BAP. De 2002 a 2008, o lado brasileiro da BAP, onde está o Pantanal, teve uma perda de 4% de sua vegetação natural, contra 2,4% da planície.


Fonte: WWF - Brasil


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