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Surgem novos agentes de progresso nas conversações da ONU sobre clima em Accra




Accra, Gana - As negociações das Nações Unidas sobre clima chegam ao fim e o WWF aplaude o surgimento de um grupo de países visionários que abriram o caminho para dar foco ao debate e propiciar o detalhamento adequado nas discussões.

Embora um mandato para se alcançar um novo tratado global do clima em 2009 permaneça um desafio, o evento em Accra mostrou que é possível superar a confusão de opiniões conflitantes e construir um acordo efetivo para enfrentar as mudanças climáticas. E mostrou, também, que a liderança depende da vontade política.

"Atualmente, a glória na luta global contra as mudanças climáticas está reservada para aqueles governos progressistas que levam o debate na direção das questões essenciais", diz Kim Carstensen, Diretor da Iniciativa Global do Clima da Rede WWF.

"As conversações complicadas de Accra não impediram que um grupo de negociadores determinados trabalhassem para produzir uma mudança essencial no debate; no entanto, o sucesso das próximas conversações em Poznan está longe de estar garantido e é preciso que mais países se envolvam seriamente para elevar as ambições políticas nesse sentido", concluiu.

De acordo com a organização ambientalista, os governos conseguiram empurrar para o final as discussões cruciais sobre algumas questões chaves: formatação de estratégias para a redução das emissões de CO2 resultantes da destruição das florestas e maior clareza nas conversas sobre o financiamento de cortes profundos nas emissões, bem como sobre a adaptação aos impactos climáticos. No entanto, outras partes dessas complexas negociações fracassaram em Accra e estão perigosamente atrasadas.

"As negociações sobre o clima foram paralisadas pelas cortinas de fumaça lançadas pelas partes mais atrasadas e pela overdose de discussões processuais que dominaram os negociadores por um tempo longo demais", diz Kathrin Gutmann, coordenadora de Políticas Públicas para a Iniciativa Global do Clima do WWF. "Em Accra começamos a ver os primeiros exemplos de diálogo construtivo, sob lideranças inovadoras, e isso deve consolidar-se como tendência em Poznan, em dezembro".

Algumas tendências notadas em Accra já foram observadas em conversações anteriores: a União Européia perdeu seu papel de liderança nas questões de clima para diversos países em desenvolvimento e outros atores criativos, como a Noruega e a Suíça. Esses países, por meio do aperfeiçoamento de velhas propostas ou da apresentação de novas idéias, tornam-se agentes confiáveis do progresso.

Junto com as economias emergentes, constituem o novo motor que move as conversações. O destaque foi o compromisso assumido em Accra pela Coréia do Sul, de estabelecer metas para a redução das emissões e incentivar a energia de fonte renovável.

"A União Européia decepcionou em Accra, assim como já havia desapontado nas conversações anteriores realizadas em Bonn, lamentando ter chegado à mesa de negociações com as mãos abanando", disse Diane McFadzien, coordenadora do programa Iniciativa Global do Clima, da Rede WWF. "Poznan será como uma partida jogada em casa para os europeus e constituirá uma oportunidade perfeita para que eles possam alcançar todo o seu potencial - e não precisem se igualar ao Canadá, Rússia, Japão, Austrália e Estados Unidos em sua falta de ambição." 


Fonte: WWF - Brasil


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