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Produção de carne orgânica e preservação ambiental são temas de seminário em Brasília




A carne orgânica ainda não é conhecida da maioria dos brasileiros como os produtos orgânicos de origem vegetal, como mostra pesquisa realizada pelo WWF-Brasil no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas o tema já começa a ganhar espaço na agenda de eventos do governo.


Na quinta-feira (07/12), Henrique Balbino, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos (Aspranor), vai explicar como é a produção de carne orgânica, sua relação com a preservação do meio ambiente e as perspectivas para este setor que ainda encontra no mercado externo as melhores oportunidades de comercialização. A palestra ocorrerá durante o seminário “Agropecuária Sustentável: um olhar para o futuro”, promovido pelo Ministério da Agricultura. O evento será realizado de 8h30 às 17h30, no Memorial JK, em Brasília.

Segundo Ivens Domingos, técnico do WWF-Brasil, o país tem uma taxa anual de crescimento da produção orgânica em torno de 10% e consegue atingir até 1% na participação no mercado mundial do alimento orgânico. Em 5 anos, a área de produção orgânica certificada no Brasil saltou de 100 mil para aproximadamente 800 mil hectares. “O mercado para produtos orgânicos no Brasil possui um grande potencial de crescimento, acompanhando a tendência de crescimento do consumo responsável”, afirma.

A Associação Brasileira de Produtores de Animais Orgânicos (Aspranor) foi criada em julho de 2004 e conta com o apoio do WWF-Brasil, que também incentiva a produção no Mato Grosso do Sul por meio da Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO). No Pantanal, o objetivo é buscar alternativas para harmonizar a produção de alimentos com a manutenção da biodiversidade regional e dos processos ecológicos no Pantanal.

Nas fazendas de pecuária orgânica certificada é proibido o uso de fogo para manejar as pastagens e exigida a recuperação das áreas degradadas, a preservação das nascentes, das matas nas margens dos rios e nas encostas de morros. Outra exigência da certificação pelo Instituto Brasileiro Biodinâmico (IBD) é a proibição do uso de agrotóxicos no solo e hormônios para engorda dos animais. No tratamento veterinário do gado são utilizados produtos fitoterápicos e homeopáticos. Além disso, todos os animais são vacinados e têm uma ficha individual de acompanhamento em que são registradas todas as informações desde o nascimento. Isso possibilita o monitoramento da vida do animal passo a passo.

As propriedades que praticam a pecuária orgânica no Mato Grosso estão localizadas na Bacia do Rio Sepotuba, nas cabeceiras da Bacia Hidrográfica Pantaneira. As 10 fazendas certificadas e em conversão somam uma área de 29.158 hectares. A associação está com a cadeia produtiva estruturada e comercializa, por meio da indústria frigorífica, a carne orgânica no Brasil, além de exportar para Alemanha e França e negociar a entrada no mercado dos Estados Unidos.

O presidente da Aspranor, Henrique Balbino, tem realizado diversas palestras esclarecendo sobre a produção da carne orgânica. No entanto, esta é a primeira vez que participa de evento organizado pelo governo. Ele vai pedir mais apoio para a divulgação da carne orgânica e a abertura de créditos oficiais específicos para o setor. “Somos produtores diferenciados, pois temos consciência da necessidade de conciliar produção com sustentabilidade ambiental. Minha expectativa é sensibilizar os gestores da política a apoiar mais a produção orgânica no País. Temos potencial e queremos preservar”, afirma Henrique Balbino.

SERVIÇO:
O quê: Seminário “Agropecuária Sustentável: um olhar para o futuro”, promovido pelo Ministério da Agricultura.
Quando: Quinta-feira, 07/12, de 8h30 às 17h30.
Onde: Memorial JK, Brasília, DF.


Fonte: WWF - Brasil


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