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Palmas, gritos e poesia saudaram a chegada da Hora do Planeta em Manaus




Movimento contra as mudanças climáticas levou várias famílias ao Largo do São Sebastião

Às 20h30 de Manaus, o apagar de luzes do Teatro Amazonas foi saudado com palmas e gritos num dos mais famosos pontos turísticos da capital amazonense, o Largo do São Sebastião, no Centro. Cerca de 120 pessoas se fizeram presentes para acompanhar a ação-símbolo da Hora do Planeta, a campanha mundial do WWF que busca conscientizar as pessoas para os riscos do aquecimento global e o perigo das mudanças climáticas. Dentro do Teatro Amazonas, os integrantes do Fórum Internacional de Sustentabilidade assistiram apresentações da Orquestra de Câmara do Amazonas e em seguida dos bumbás Garantido e Caprichoso.

O universitário Douglas Alexandre, 42, viu na tevê a notícia de que as luzes do Teatro Amazonas seriam apagadas, e fez questão de levar a esposa e a sogra para assistir à mobilização.  "A Hora do Planeta é um movimento superbacana. Temos que ter consciência do que está ocorrendo com a Terra. As fortes chuvas aqui, em São Paulo, no Rio de Janeiro, são respostas para aquilo que estamos fazendo com nossos recursos naturais", contou.

Durante a Hora do Planeta, 21 ciclistas do grupo "Pedala, Manaus" saíram da Zona Leste da cidade rumo ao Largo do São Sebastião para acompanhar o apagar das luzes. O grupo, que todos os anos participa das mobilizações da Hora do Planeta, fez uma viagem de trinta minutos até a frente do Teatro Amazonas. O técnico de informática Daniel Arruda, 18, foi um deles: "Movimentos como a Hora do planeta são interessantes porque8 é necessário pensar sobre o que está acontecendo com o nosso mundo. Servem para nos conscientizar e alertar sobre o modo como nos relacionamos com a natureza", contou.

Iniciativas diferenciadas

Em sua passagem por Manaus nos últimos dias, o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, contou que a Hora do Planeta "é um alerta". "Com esta campanha, queremos tocar as pessoas, mexer com o emocional delas. Apagando das luzes de suas casas, as pessoas passam a mensagem de que não estão satisfeitas com o modo como lidamos com nossos recursos naturais, que não concordam com o atual modelo de utilização de nossas florestas e rios", declarou.

Também integrante do Pedala Manaus, o universitário Keyce Jones, 34, explicou que o grupo tem como objetivo chamar a atenção do poder público para a viabilização de políticas públicas alternativas àquelas praticadas atualmente. "A missão do nosso grupo tem muito a ver com o propósito maior da Hora do Planeta, que é chamar atenção para iniciativas diferenciadas dentro da sociedade. Queremos que os políticos prestem atenção a esses movimentos e sejam sensibilizados pelos nossos valores e propósitos", afirmou.

Arte e Poesia

Na sede do grupo de produtores culturais Coletivo Difusão, poetas, escritores e cronistas se juntaram para declamar poesias à luz de velas. Cerca de trinta pessoas aceitaram o convite feito pelo grupo, que aproveitou a Hora do Planeta para promover um sarau dentro de suas dependências. O evento contou com a participação do Clube Literário do Amazonas (CLAM) e de atores e atrizes do teatro underground manauara.

Uma das organizadoras do evento, a atriz Lídia Damasceno, contou que movimentos como a Hora do Planeta são importantes para "gerar a reflexão". "É um momento que nos põe para pensar sobre o que estamos fazendo com o nosso planeta, sobre o modo como lidamos com a Terra hoje", disse a jovem.

Outras instituições de Manaus também aderiram à Hora do Planeta: o Amazonas Shopping, um dos maiores centros de compras da capital, apagou as luzes da fachada e de alguns corredores; a Procuradoria da República do Amazonas também desligou a luz da fachada e a Editoria Jurupari publicou, na primeira edição da revista o Banzeiro, um anúncio publicitário alusivo à Hora do Planeta, baixado do site oficial da campanha. 

Outras organizações que aderiram: o serviço de informações de trânsito via twitter, o @TransitoManaus; a emissora de tevê Amazonsat e a unidade Manaus do rede Tropical Hotel.

O advogado Valserlan Cruz ouviu no rádio sobre a Hora do Planeta e levou a família - a esposa e os três filhos - ao Largo do São Sebastião. "A mobilização é salutar e é bom que ela seja feita todos os anos. Qualquer coisa que gere reflexão sobre o Meio Ambiente é válida. Acho até que poderíamos aumentar este período e promover, todos os anos, as Horas do Planeta", disse.


Fonte: WWF - Brasil


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