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ONGs alemãs e brasileiras discutem questões ambientais na sede do WWF-Brasil




Representantes de três das maiores organizações não-governamentais ambientalistas da Alemanha reuniram-se nesta segunda-feira (28 de abril) com membros das ONGs Conservação Internacional-Brasil, Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), SOS Mata Atlântica, TNC e WWF-Brasil. Foram apresentadas algumas das principais questões ambientais brasileiras e houve debates sobre biocombustíveis, mercado de créditos de carbono e mecanismos internacionais de financiamento a projetos ambientais.

A reunião faz parte de uma agenda de cooperação Brasil-Alemanha, marcada pela visita do ministro alemão do meio ambiente, Sigmar Gabriel, ao Brasil. Ele conversou hoje em Brasília com a ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva. Nesta terça-feira (29 de abril), Gabriel segue para a região de Santarém, no estado do Pará, onde visitará unidades de conservação e terá reuniões com representantes de ONGs ambientalistas brasileiras e alemãs.

Durante o encontro desta segunda-feira, que aconteceu na sede do WWF-Brasil, os representantes das ONGs alemãs Greenpeace-Alemanha, Nabu e Amigos da Terra-Alemanha perguntaram sobre os processos de produção dos biocombustíveis no Brasil e os riscos da atividade para a conservação da Amazônia e outros biomas brasileiros.

Ulrike Mehl, representante da seção alemã da ONG Amigos da Terra afirmou que, por muito tempo, o movimento ambientalista europeu apoiou os biocombustíveis como alternativa sustentável, mas que tem mudado de idéia sobre o tema após tomar conhecimento de impactos sociais e ambientais negativos da atividade. “Vocês têm certeza de que a produção do etanol no Brasil é confiável do ponto de vista ambiental?”, questionou.

Certificação do etanol
Michael Becker, coordenador do Programa Pantanal do WWF-Brasil, ressaltou que, com a expansão do mercado consumidor interno brasileiro, eventuais exigências da União Européia sobre a produção do etanol podem não influenciar as práticas do setor sucro-alcooleiro do Brasil. “Não somos contrários à criação de uma certificação dos biocombustíveis pela União Européia, mas o mercado europeu deve remunerar os esforços para certificar o etanol”, analisou.

Paulo Prado, diretor de política ambiental da Conservação Internacional-Brasil, acrescentou que, do ponto de vista ambiental, a as discussões a respeito de mecanismos de compensação e desmatamento evitado são mais relevantes para o Brasil do que o debate em torno dos biocombustíveis. “O esforço das ONGs aqui presentes é no sentido de promover melhores práticas agrícolas de forma geral, não apenas em relação ao etanol”, disse.

Brigitte Behrens, diretora do Greenpeace na Alemanha, destacou que a recusa por parte do governo brasileiro em se comprometer com metas claras e mensuráveis de redução do desmatamento é um obstáculo à tarefa de convencer de governos europeus a apoiar projetos ambientais no Brasil.

COP de Bonn
A 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que acontece em Bonn (Alemanha) entre 19 e 30 de maio de 2008, também foi discutida entre as ONGs brasileiras e alemãs.

Fernando Vasconcelos, coordenador interino do Programa Áreas Protegidas da Amazônia e apoio ao Arpa do WWF-Brasil, relatou as expectativas em relação à Conferência de Bonn. “Esperamos que sejam firmados em novos compromissos que reforcem o Arpa (Programa Áreas Protegidas da Amazônia) responsável pela criação e implementação de 23 milhões de hectares em áreas protegidas na região amazônica”, concluiu.


Fonte: WWF - Brasil


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