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No Parque do Povo, em São Paulo, gerações se unem na luta pelo meio ambiente




Por Geralda Magela

O lugar escolhido não poderia ser mais apropriado. O recém inaugurado Parque do Povo, no bairro paulistano de Itaim Bibi, é um novo espaço de lazer para os moradores de São Paulo, com suas pistas de corrida, quadras esportivas, bancos e jardins com árvores ainda em fase de crescimento, fruto de um projeto de restauração concluído em setembro de 2008. E foi no Parque do Povo, um oásis cercado por todos os lados pelos arranha-céus da grande metrópole brasileira,  que São Paulo celebrou a Hora do Planeta.

No pequeno palco montado na marquise da administração do parque, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o Conselheiro e o vice-presidente de Finanças e Controle do WWF-Brasil, Carlos Castanho, acionaram a maquete de um interruptor gigante simbolizando o apagar das luzes de São Paulo. Em vários cantos da cidade, monumentos tiveram suas luzes apagadas, um gesto repetido por muitos moradores que aderiram ao movimento da Hora do Planeta. Simultaneamente, foram apagadas as luzes de monumentos conhecidos de São Paulo, como a Ponte Estaiada, Monumento às Banderas, Obelisco e o Viaduto do Chá.

Antes do gesto simbólico, as autoridades falaram do significado desse movimento que começou em 2004 e que a cidade de São Paulo participou pela segunda vez. "Este é um momento muito especial para São Paulo. Com esse gesto, a maior cidade do país dá o seu exemplo, apagando a luz para refletir sobre a necessidade de conservar o nosso planeta", disse o prefeito Gilberto Kassab.

O Conselheiro do WWF-Brasil, Carlos Castanho, ressaltou que a luta contra o aquecimento global é uma das bandeiras da Hora do Planeta e que nesse quesito, o Brasil ainda tem muito caminho a percorrer para melhorar. "Infelizmente, o Brasil ainda ocupa um lugar preocupante no ranking dos maiores emissores de gases de efeito estufa, principalmente devido ao desmatamento", disse Castanho, ressaltando que questões como a redução do desmatamento e a conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres também fazem parte da Hora do Planeta no Brasil.

Na platéia, assistindo com atenção, destacava uma presença ilustre, o senhor Paulo Nogueira. Presidente Honorário do WWF-Brasil, ele é um ambientalista da 'velha guarda', que começou sua militância quando a questão ambiental era vista com estranhamento. E era coisa de poucos. "Se juntássemos todos não encheriam um microônibus", recorda Nogueira, lembrando daqueles tempos quando meio ambiente nem entrava nas pautas de discussão.

Secretário de Meio Ambiente durante quatro mandatos (de 1974 a 1986) ele diz que se sente feliz em ver que as sementes lançadas por pioneiros com ele muito tempo atrás estão dando frutos. Mas acha que ainda há muito caminho a percorrer. "A nossa luta não terminou. Ainda há muito para fazer pela conservação ambiental. Fazer valer o protocolo de Kyoto é um desses desafios", destacou.

Se depender da jovem guarda, a semente lançada pelo Dr. Paulo Nogueira ainda vai continuar dando frutos e ganhando novos adeptos. O jovem estudante do quinto ano de Arquitetura, Enrico Oliveira, é um desses seguidores. Ele que mora em Interlagos, um bairro bem distante ao parque, percorreu uma longa distância para se unir ao público paulistano nessa manifestação em favor do planeta. Enrico conta que pretende usar o seu trabalho como arquiteto para ajudar a preservar o meio ambiente. "Acredito que a arquitetura pode contribuir muito, principalmente oferecendo soluções que sejam menos danosas para o meio ambiente, no que se refere às construções e a urbanização da cidades", disse o jovem.

Quando as luzes do parque se apagaram, um coro de 40 vozes encheu o ambiente com uma bela melodia.  À luz de velas, o público acompanhou a  apresentação do Coral da Gente, do Instituto Baccarelli, formado por crianças e adolescentes da comunidade de Heliópolis

As gêmeas Bruna e Júlia, de 5 anos, assistiram atentas ao evento, sentadas com os pais, Maurício Falsetti e Ana Claudia, em frente ao palco. Bruna, a mais falante das duas diz porque considera importante não jogar lixo no chão e não poluir os rios e os mares. "Se sujar o mar e o rio o peixinhos podem morrer", diz na sua linguagem simples de criança. O pai Maurício conta que moram em frente ao parque e que apagaram a luz às 20h30 e depois foram participar da festa. "Acho importante elas terem contato com a questão ambiental desde cedo", diz. Pelo visto, novas sementes estão começando a germinar. Que elas se multipliquem ao ponto de não precisarmos mais ter uma Hora do Planeta, pois todos os dias serão dias do planeta.




Fonte: WWF - Brasil


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