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Movimento CYAN e WWF-Brasil iniciam recuperação do Córrego Crispim




O Projeto Bacias, promovido pelo Movimento Cyan em parceira com o WWF-Brasil, apresentou hoje (8/7) os primeiros resultados do ecomapeamento da Microbacia do Córrego Crispim e o plano de ação para despoluir o rio. A pesquisa, realizada de porta em porta nas áreas urbana e rural da microbacia, foi feita em novembro de 2010 e reuniu informações sobre a população e sua relação com o córrego, suas expectativas e interesse em recuperá-lo.  O Projeto Bacias tem como intuito melhorar a gestão e as condições dos recursos hídricos nas bacias que abastecem as 34 fábricas da Ambev no Brasil.

O estudo feito no Córrego identificou, por exemplo, que a maior parte da população tem interesse em participar de um projeto para revitalizar a região: das pessoas que não conhecem o local, 26% têm interesse pelo projeto. Já entre os que conhecem, mas nunca frequentaram o córrego, 40% mostraram interesse. Na parcela que conhece e já frequentou, esse número sobe para 48% e entre os frequentadores do Crispim, 60% gostariam de ajudar na recuperação das águas.

A pesquisa diagnosticou também a necessidade de reflorestar a área. Para dar início a esse processo, será inaugurado hoje um viveiro para a produção de mudas de árvores do Cerrado que serão usadas para reverter a atual situação das áreas degradas às margens do córrego. Todo o trabalho contará com a participação ativa da comunidade local.  O viveiro terá depósito, galpão e capacidade para produção de 10.000 mudas e sementeiras.

O ‘Bacias’ é um projeto ambiental lançado em março de 2010 com o objetivo de promover a recuperação, conservação e a gestão da bacia Corumbá-Paranoá. A proposta, conta Tattiana Lupion Torres, gerente regional de Meio Ambiente da Ambev, é promover um verdadeiro movimento de conscientização para conservar a água. “Essa iniciativa é uma extensão daquilo que já fazemos dentro das nossas unidades. Queremos dividir os nossos valores e a preocupação da companhia com o meio ambiente”, explica Tattiana.

Para detectar a real situação dos níveis de poluição de nascentes no Distrito Federal, a iniciativa realiza o monitoramento da água em seis córregos da região: Sagui, Crispim, Palha, Jerivá, Torto e Tamanduá. Para isso, o Movimento CYAN mobilizou e capacitou voluntários que fazem, mensalmente, o acompanhamento da qualidade da água.

A coleta é feita por meio de um kit colorimétrico que monitora sete parâmetros físicos-químicos: temperatura, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), PH, nitrogênio e fosfato. O procedimento é um importante passo para viabilizar a elaboração de um diagnóstico da bacia hidrográfica.

Os resultados obtidos por esse levantamento serão disponibilizados no site do Movimento CYAN. A ideia é criar um histórico comparativo para avaliar a evolução desses parâmetros, identificar os problemas mais graves e encontrar as devidas soluções. Desta forma, torna-se possível uma análise aprofundada sobre o estado de degradação do meio ambiente para futuras ações de recuperação.

“O projeto se insere nas ações do WWF-Brasil como parte de sua estratégia de envolver as comunidades no cuidado com a água, em um modelo de gestão participativa que tem, nos próprios moradores das microbacias, os guardiões das águas, responsáveis pela conservação e, até, pelo monitoramento da qualidade das águas dos córregos”, diz Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, superintendente de Conservação do WWF-Brasil. 

Berço das Águas

Apesar de parecer um esforço localizado, a conservação das águas no Distrito Federal e seu entorno reveste-se de importância nacional, dada sua contribuição para os recursos hídricos brasileiros. O Cerrado, onde se localiza o DF, é conhecido pelo clima extremamente seco durante o inverno. Entretanto, curiosamente, é considerado o berço das águas do Brasil. Do Planalto Central afloram águas que irão abastecer três das maiores bacias hidrográficas do país.

Na região, especificamente, nascem, em um fenômeno conhecido como Águas Emendadas, riachos que irão abastecer, ao sul, pelo córrego Brejinho, as bacias do Paraná e Prata, e ao norte, pelo córrego Vereda Grande, as bacias Tocantins e Amazonas. Ambos os cursos d’água afloram em uma mesma vereda, a uma distância de apenas seis quilômetros um do outro.

Ainda assim, o Cerrado é conhecido como o ‘patinho feio’ dos biomas brasileiros. Mesmo sendo o maior deles, é o mais ameaçado e esquecido. O bioma, entretanto, abriga 10.400 espécies de plantas, das quais 50 são endêmicas, ou seja, só ocorrem nesta região.  A fauna também apresenta uma importante diversidade, incluindo 180 espécies de répteis, 113 espécies de anfíbios, 837 de pássaros e 195 de mamíferos.

Nada disto impediu que o Cerrado perdesse para a produção agropecuária 45% de sua área de domínio. Com o desmatamento, vão-se também as nascentes e os riachos, assoreados e soterrados em função da destruição de suas matas ciliares.

Movimento CYAN

No Dia Mundial da Água (22/03) de 2010 a Ambev lançou o Movimento CYAN – Quem vê água enxerga seu valor, um amplo projeto de mobilização e conscientização da sociedade para o uso racional da água.  Este ano o Movimento lançou o Banco CYAN – um sistema de descontos para compras online para quem economizar água. Por meio do Banco CYAN, as pessoas têm acesso à média de consumo de água de seu imóvel e, à medida que elas diminuem (ou até mesmo mantêm) o consumo, ganham pontos que podem ser usados como desconto em sites de compras na internet.

No estado de São Paulo, o Banco está disponível para os 6,2 milhões de imóveis registrados pela Sabesp, ou seja, 23,6 milhões de pessoas de 364 municípios podem ser correntistas. Outra parceira é a CODAU (Centro de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba). Futuramente serão feitas parcerias com outras concessionárias de água do país.

Principais ações do Movimento CYAN, além do Projeto Bacias:
  • Um estudo em conjunto com a Universidade de São Paulo para calcular a "pegada hidrológica" da cadeia produtiva da Ambev.
  • Um prêmio para reportagens que tratassem do tema água em parceria com a agência de notícias IPS.
  • O lançamento de uma disputa na internet, no site Battle of Concepts, para estimular jovens talentos a dar ideias de como toda a sociedade pode fazer uso mais consciente da água.
  • O apoio à mega exposição Água na Oca, no Parque do Ibirapuera.
  • Parceria na organização do concurso Água, do Festival do Minuto, para o qual os participantes foram convidados a criar um vídeo sobre o tema.
  • Site do Movimento CYAN: um dos mais completos acervos sobre água em língua portuguesa, com centenas de reportagens e textos informativos, além de vídeos e infográficos.
  • Apoio à ONG Waves for Water que realizou doações de filtros de água potável à comunidades ribeirinhas do Amazonas e Amapá e às famílias da região serrana do Rio de Janeiro atingidas pelas chuvas de 2011.


Fonte: WWF - Brasil


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