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Metas brasileiras de redução de CO2 podem dar novo ânimo às negociações de clima




As metas de redução de 36,1% a 38,9% das emissões previstas para 2020 - de acordo com o crescimento econômico do país, de 4% a 6% - anunciadas hoje são consideradas pelo WWF-Brasil um passo político muito importante dado na direção correta pelo governo brasileiro.

Os números foram anunciados um dia depois da divulgação da menor taxa de desmatamento na Amazônia dos últimos 21 anos. Os ministros Carlos Minc e Dilma Rousseff anunciaram as metas como  voluntárias e informaram que o país deverá apresentá-las em Copenhague.

Para a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, o compromisso anunciado nesta sexta-feira (13/11) pode ajudar a destravar e impulsionar as negociações de clima rumo a um novo acordo global em Copenhague, que deve ser assinado em dezembro deste ano.

"Ao apresentar esses números, o Brasil passa da condição de um simples cobrador dos países desenvolvidos a uma nação que pode dar o exemplo e ser seguida na construção de um novo modelo de desenvolvimento de baixo carbono para o mundo", afirma.
 
"Mas vale lembrar que os dados ainda precisam ser mais detalhados. Não temos certeza de qual é o cenário de referência utilizado, ou seja, como o governo brasileiro estimou a tendência de crescimento de emissões do Brasil até o final da próxima década. Não sabemos também como iremos atingir estas metas. Não há informação detalhada sobre todas as ações nos diferentes setores da economia e qual nosso plano de ação de baixo carbono. E é fundamental que todas as políticas de governo sejam coerentes com o anúncio feito hoje", ressalta Denise Hamú.

No âmbito internacional das negociações de clima, o Brasil aumenta sua legitimidade para exigir dos países desenvolvidos um compromisso claro de apoio financeiro aos países em desenvolvimento para o estabelecimento de ações apropriadas para a adaptação aos efeitos do aquecimento global.
É importante agora transformá-las em Ações Nacionais Apropriadas de Mitigação (Namas), com informações claras de como iremos atingi-las.

"As Namas são importantes, mas não podem estar desconectadas do contexto nacional. Precisamos na verdade de um plano de ação de baixo carbono, que é o que se espera do nosso Plano Nacional de Mudanças Climáticas, a ser revisado em 2010, e definir como iremos registrar tais ações no âmbito Convenção de Clima", explica Carlos Rittl, coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Na revisão do Plano, é preciso haver, além da definição das metas anunciadas hoje, um detalhamento das ações a serem desenvolvidas e também dos mecanismos legais e financeiros que tornem isso possível no curto, médio e longo prazos.

"Nosso Plano Nacional deve ser uma referência prática para políticas estaduais e municipais de ação contra o aquecimento global e de enfrentamento de suas conseqüências", diz Rittl.

"Ele deve servir também de referência às ações do setor privado no combate ao aquecimento global e engajar diferentes setores da sociedade em seu desenvolvimento, como movimentos sociais, sociedade civil, setor privado, instituições de pesquisa", completa.


Fonte: WWF - Brasil


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