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Manual apresenta fontes de recursos para apoio a reservas particulares




Aumentar o acesso dos proprietários de reservas particulares aos recursos disponíveis no país para projetos nessas áreas protegidas. Com esse objetivo, a Federação das Reservas Ecológicas Particulares do Estado de São Paulo (Frepesp) e o WWF-Brasil lançam, nesta sexta-feira (02), a publicação Caminho das Pedras – Manual de Acesso às Fontes de Recursos Públicas Nacionais para Proprietários de RPPN.

O levantamento identificou 14 fontes, entre 125 existentes no país, que podem receber projetos com orçamentos entre R$ 5 mil a R$ 800 mil, para diversas atividades de apoio à conservação dentro das propriedades, como o desenvolvimento de pesquisas científicas, a recuperação de áreas degradadas, a capacitação profissional e o desenvolvimento de produtos e serviços informativos e de educação ambiental.

Conforme o presidente da Frepesp, João Rizzieri, a expectativa é que o proprietário use o manual para identificar sua cartela de opções e planejar uma composição de recursos em médio e longo prazos para todas as etapas que uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) necessita, tais como, estudos técnicos para o plano de manejo e demandas de infraestrutura – trilhas, centro de visitantes, sinalização entre outras.

“O conhecimento geral era de duas a três fontes apenas. Essas são alternativas que os proprietários têm e nem sabiam que existiam”, destaca Rizzieri. Atualmente o estado conta com 49 reservas que protegem 7.309 hectares, em sua maioria, remanescentes de Mata Atlântica, bioma com o maior número de RPPN no país e para qual a adesão de novos proprietários está intimamente ligada à sobrevivência de seus ecossistemas. Cerca de 80% do que ainda resta está dentro de propriedades particulares.

Para a coordenadora do Programa Mata Atlântica, Luciana Simões, as fontes oferecem oportunidades, mas ainda existem lacunas e há necessidade de expansão dos incentivos e mecanismos de apoio. No caso das fontes analisadas para a publicação, as duas organizações sugerem, por exemplo, que conte como fator de diferenciação na análise do financiador quando a proposta envolver RPPN, o que ainda não existe, ou seja, não há uma política que privilegie essa categoria, que acaba concorrendo com todos os outros tipos de demanda.

Simões explica que o objetivo é identificar e divulgar novas alternativas de sustentabilidade para as áreas protegidas. O próximo passo, já em andamento pela parceria entre WWF-Brasil e Frepesp, será uma radiografia de quanto custa ao proprietário criar e manter uma reserva privada.


Fonte: WWF - Brasil


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