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Luzes apagadas na ponte do Bósforo marcam transição da Hora do Planeta para a Europa




Apagar as luzes na Ponte sobre o estreito do Bósforo, em Istambul, foi a maneira adequada de caracterizar a transição da Hora do Planeta da Ásia para a Europa.  

O ato simbólico de apagar as luzes durante uma hora para expressar a preocupação com o meio ambiente está no processo de ser oficialmente observado em milhares de comunidades em 134 países e territórios de todos os continentes.

Na Turquia,  um dos poucos países que oscila entre dois continentes, as luzes foram apagadas mais cedo no teatro da Ópera de Ancara, capital do país.  O WWF-Turquia cadastrou 250 empresas e corporações e 2 mil apoiadores na internet que apóiam os esforços da organização para a Hora do Planeta.

O diretor-executivo do WWF-turquia, Tolga Bastak, fez um discurso para a imprensa durante a Hora do Planeta, ao se apagarem as luzes da Ponte do Bósforo.   

“Este ano, as luzes se apagam por uma causa diferente”, disse Bastak.  “Pressionamos os recursos naturais do nosso planeta e deixamos uma pegada ecológica que excede em 50% a capacidade biológica.

“Se continuarmos a vier e consumir como fazemos hoje, precisaríamos de dois planetas até 2030 e 2,9 planetas até 2050.  Cada dia fica mais difícil sobreviver em nossa “casa global”.  Deveríamos tentar viver com os recursos que o planeta fornece e respeitar os limites de um planeta.

“Pedimos hoje a todos que aproveitem essa oportunidade para questionar como podem contribuir para um planeta vivo, fazendo pequenas mudanças em seu estilo de vida e nos hábitos.”

Faltando ainda oito horas para os principais eventos da Hora do Planeta na Rússia, que acontecem em Moscou, a Patrulha do Urso Polar do WWF-Rússia comemorou a Hora do Planeta saindo de sua base no pequeno vilarejo de Lavrentiy para outro vilarejo ainda menor, Uelento, que é o povoado mais ao leste do país, no Cabo Dezhnev.

“Conhecemos muito bem a Hora do Planetal,” disse um porta-voz da unidade de fiscalização.  “Quando chegarmos a Uelen, vamos contar sobre essa ação aos moradores e temos certeza de que eles vão nos apoiar.  Estamos contentes de que aqueles que mantém a paz entre os ursos e os seres humanos e que protegem os animais do Ártico serão os primeiros na Rússia a celebrar esse evento mundial”.

Com o evento atravessando 11 fusos horários, os ciclistas de 20 cidades se acomodaram em suas bicicletas adornadas com lâmpadas LED e o passeio de bicicleta na parte mais ao norte, em Murmansk, continuou apesar das previsões de que haveria uma forte tempestade de neve.  O passeio de bicicleta mais a oeste foi em Archangelsk, próximo à divisa com a Finlândia. Do outro lado da fronteira, as luzes foram apagadas na catedral de Helsinki, na Finlândia, que é bem típica.  E na praça do mercado foi montada uma usina de energia – Energiatehdas, sendo que a energia é fornecida por dançarinos e ciclistas nas bicicletas paradas.  

“Esses ciclistas são heróis”, segundo o WWF-Rússia.  “Em Moscou faz menos oito graus.”

Em Moscou, o apresentador de talk show Nikolay Drozdov e o popular ator Lubov Tolkalina organizaram um jantar e um leilão para que as celebridades se comprometessem com ações Além da Hora, inclusive deixar de usar sacolas plásticas e começar a compartilhar seus veículos.  No novo Ecocentro, foi feita um evento de educação ambiental para as crianças, atraindo vários funcionários municipais e governamentais.  

Celulares e redes sociais espalham a mensagem no Egito

O fuso horário entrou pela África, onde bombou a participação na Hora do Planeta.  No Egito, a mensagem da Hora do Planeta saiu nas mídias e redes sociais, que recentemente também desempenharam outro papel essencial na transição do país para a democracia.  Isso se deve em parte ao entusiasmado patrocínio do maior fornecedor de provedor de telecomunicações do Egito, Mobinil. Utlizando redes extensas e apelando para o apoio dos gestores da cidade do Nilo e do Ministério do Meio Ambiente, a Mobinil obteve o engajamento dos egípcios para apagar as luzes em seus cinco edifícios de escritórios no país, em reconhecimento ao compromisso de ir além da hora.  Esse compromisso inclui a criação de um dos primeiros prédios LEED no Egito.

No Quênia, as luzes foram apagadas no Centro Internacional de Convenções Kenyatta e nos prédios das Nações Unidas nessa nação do Leste da África.  Nesse momento, mais de 10 mil pessoas se reuniram em Nairobi para ouvir um concerto que durou três horas e teve a particpação de alguns dos principais músicos do país, inclusive a aclamada artista da fusão afro, Achieng Abura, que implorou a seus fãs para que se comprometam em ir além da hora na Hora do Planeta 2011.

“Se há alguma coisa que se pode tirar da Hora do Planeta este ano é que existe alguma coisa que você pode fazer, em sua forma de viver, para fazer uma diferença.  Sua lâmpada pode ser bonita, mas ela não precisa estar acesa”, afirmou ela.

Os ativistas da Hora do Planeta em Uganda, que oficialmente participam pela primeira vez do evento, se espalharam por suas comunidades e levaram um grande número de atividades para além da hora. Enock Nimpamya prometeu treinar 10 jornalistas em reportagem ambiental e restaurar um hectare de terra degradada em Kampala, enquanto Job Mutyaba ajudará na instalação de fogões eficientes num orfanato de Entebbe e na comunidade ao redor.  Cerca de 20 indivíduos e organizações assumiram o compromisso de plantar 16 mil árvores.

Jovem de 15 anos de idade motiva uma cidade na Suazilândia

Nathi Mzileni, um jovem de 15 anos de idade da Suazilândia, sentiu-se motivado para agir em 2010, ao se dar conta de que sua cidade, localizada perto da Reserva Natural de Shewula, no leste do país, não participou da Hora do Planeta.  Ele começou um grupo chamado Green Enviro (ambiente verde) em sua escola secundária para instruir as pessoas sobre as mudanças climáticas.  Este ano, ele sozinho fez com que a Hora do Planeta fizesse apagar as luzes dos edifícios principais, inclusive a Igreja do Nazareno, a Biblioteca Nacional de Simunye, o Country Club de Simunye e as principais escolas, como a s escolas fundaentais Ngomane e Lusoti e ainda a escola secundária Lusoti High.

Anteriormente, nesta semana, em Botswana, o ex-presidente Festus Mogae estava entre grande público que apareceu para plantar árvores em Gakuto, para demonstrar uma das formas em que Botswana pode ir além da hora e desligar a eletricidade em 26 de março.  Em Gaborone, a Hora do Planetafoi comemorada à luz de velas.  As luzes também foram apagadas nas Cataratas de Vitória, no Zimbábue.

Soweto mais uma vez demonstra o poder de ações com comunidades de base

Quase 35 anos depois de ser manchete mundial como cenário de uma das maiores demonstrações de ações com comunidades de base, Soweto, na África do Sul, aderiu à maior ação ambiental do mundo e desligou as luzes no estádio de Orlando, sob a crescente tensão de um animado concerto onde brilhou o Coro Gospel de Soweto, vencedor de um prêmio Grammy.

Outros estádios de futebol que desligaram as luzes são o Moses Mabhida (em Durban), o Nelson Mandela Bay (em Port Elizabeth), e o Soccer City (em Johannesburgo). A agência internacional que regula o futebol, a Fifa, já havia apoiado a Hora do Planeta.     

Os cidadãos de Durban que em dezembro vão sediar a próxima conferência mundial de mudanças climáticas, resolveram fazer uma limpeza da praia seguida por um futebol no escuro num local que é populr entre os turistas, o Mundo Marinho de uShaka. Quatro jogadores de futebol bem conhecidos disputaram no escuro da Mundo Marinho.

Durban e Bloefontein apagaram todas as luzes em todos os prédios municipais, enquanto a Cidade do Cabo desligou seu pano de fundo, a espetacular Montanha da Mesa.  Johannesburgo desligou o interruptor em alguns dos pontos turísticos mais conhecidos, inclusive a Torre Ponte, a Torre Hillbrow, o canal SABC (com transmissão nacional) e a torre Sentech (centro de distribuição do sinal de difusão), bem como os hotéis e empresas em toda a cidade.

A Hora do Planeta continuou até a nação localizada no ponto mais ao noroeste da África, no Marrocos, que recebeu o bastão em sua capital Rabat e desligou as luzes nas Chellah e nos muros antigos da Medina que circunda a cidade velha.  A cerimônia oficial em Rabat contou com a presença de membros do governo local, o presidente da ONG local Ribat Al fath, e centenas de pessoas que celebram esse evento juntamente com a música de Kanun e Gnawa.

Enquanto em Casablanca se realizou um show da Hora do Planeta, com luz de velas e música acústica, na “Casa del Arte”, os comensais comemoraram com um jantar à luz de velas no celebrado restaurante “A ma Bretagne”, na famosa orla de Casablanca.

A antiga Acrópole desliga suas luzes

A Grécia, que recentemente aprovou uma admirável legislação para a proteção da biodiversidade, apesar da adversidade econômida, desligou as luzes dos principais pontos turísticos, como a Acrópole, coroada pelo Partenon que domina a cidade antiga de Atenas.  Segundo as últimas informações, é o conjunto mais antigo de edifícios a participar da Hora do Planeta.

Chipre celebrou a Hora do Planeta no Palácio Presidencial, com uma mensagem do Presidente e dos membros do Partido Verde.   

Este é o terceiro ano que a Bulgária celebra a Hora do Planeta.  A comemoração foi feita por meio de concertos acústicos gratuitos organizados simultaneamente nos melhores clubes de música de Sofia. Muitos dos músicos haviam previamente gravado um vídeo para pedir aos fãs que desligassem seus computadores e todas as luzes.  Foram desligadas as luzes no Teatro Nacional, Biblioteca Nacional e na Catedral Alexander Nevsky de Sofia, bem como em edifícios administrativos, monumentos históricos e espaços públicos de 46 cidades fora da capital. Quem patrocinou o evento foi a Comissária da União Européia, Kristalina Georgieva, e os melhores jogadores de tênis da Bulgária -- os semi-finalistas no torneio de Wimbledom, Tsvetana Pironkova e Junior Wimbledon, e o vencedor do torneio US Open, Grigor Dimitrov – são os embaixadores da Hora do Planeta.

“Eu acredito que a Hora do Planeta não deveria apenas desligar as luzes durante uma hora, uma vez por ano”, disse Tsvetana Pironkova. “Temos que pensar como podemos contribuir a cada dia para salvar nosso planeta. O Planeta Terra não é apenas a nossa casa, terá que ser a casa também de nossos filhos.  Para começar, eu sempre tiro da tomada o carregador, depois que o meu celular está carregado.  Eu tento não deixar a televisão ligada se eu não estiver olhando, bem como desligo as luzes quando saio de uma sala ou quarto, e reciclo tanto quanto é possível!”

“Eu procuro escolher os produtos para meu uso dependendo de como eles foram feitos.  Sempre que possível, escolho os produtos mais benéficos ao meio ambiente.  Tento usar materiais recicláveis e também uso o mínimo de energia necessária em minha vida cotidiana,” afirmou Grigor Dimitrov.

“Realmente não é difícil e eu acredito que todos podem trabalhar em sua pegada ambiental e ser mais responsáveis com relação ao meio ambiente.”

A comunidade local de Pristina, no Kosovo, marcou seu compromisso para ir além da hora na Praça Madre Tereza, onde, a partir das 15h no horário local, os parceiros organizacionais, “Akea” e “Eko Viciana”, forneceram tábuas para que o kosovares assinem e dêem seu apoio ao movimento da Hora do Planeta.

Cerca de 42 cidades da Sérvia, inclusive Belgrado e Nis, participaram da Hoara do Planeta, com os eco-mosqueteiros persuadindo os belgrados, na praça da República, a cadastrar os compromissos e destacar com velas a logomarca da Hora do Planeta.  

Um concerto realizado em Mostar, na Bósnia e Herzegovinia, ficou totalmente lotado, com 300 pessoas participando do evento. O homem do ano e músico renomado, Damir Imamovic, também demonstrou seu apoio ao evento.   

A Croácia participou pela terceira vez desse evento, desta vez com o apoio do presidente Ivo Josipovic. Quinze cidades se cadastraram para o evento e as luzes foram apagadas pela primeira vez nos sítios do patrimônio da Unesco, na parte velha de  Dubrovnik, e no palácio do Imperador Romano Diocetian, que domina o Split.

A atriz e embaixadora da Hora do Planeta, Zrinka Cvitesic, sediou um concerto de tambores na praça Petar Preradovic, na capital Zagreb.

A Romênia voltou a desligar as luzes do Palácio Presidencial, que é um dos prédios mais altaos do mundo e que consome em uma hora o que uma família consome durante um ano. Outros edifícios notáveis que ficaram no escuro são o Ateneu Romano, o Teatro Nacional em Bucareste, a Biblioteca Central, a Ópera Nacional e o Museu Nacional de Artes.

Fora de Bucareste, outras 51 cidades comemoraram a Hora do Planeta, entre elas 9 de cada 10 maiores cidades. Quando o prédio ficou às escuras, as pessoas escolheram entre 20 eventos – shows à luz de velas, observação de estrelas, concertos acústicos de artistas folk e de artistas populares. Uma marcha de bicicletas em Bucareste atraiu 500 pessoas, enquanto um concerto acústico atraiu músicos populares e o sistema de bandas da Zoli Totha, embaixadora da Hora do Planeta, e o SOM do coro romeno forneceram música na frente do Ateneu Romano.

“Todos os dias a gente consume um monte de energia que não precisamos”, afirmou Toth.  “Se formos mais cuidadosos e nos importarmos com as gerações futuras, nós podemos reduzir nossa pegada de carbono, de forma relevante no futuro. Tudo depende de nós.

A cidade histórica de Brasov, no coração das montanhas dos Cárpatos, organizou um evnto especial para exibir um filme mudo, alimentado com energia produzida por vários ciclistas.

A assim chamada Coluna Sem Fim, do famoso escultor romano Constantin Brâncusi em Târgu Jiu, no coração da Romênia, também teve as luzes desligadas durante a Hora do Planeta.  O monumento foi encomendado para homenagear os soldados que defenderam Târgu Jiu durante a Primeira Guerra Mundia e a salvaram da destruição pelo antigo regime comunista nos anos 50.  Acredita-se que um décimo-oitavo módulo romboidal incompleto, no topo, seja o elemento que expressa o conceito de infinito.

Kiev, capital da Ucrânia, apagou as luzes na movimentada rua Kreschatik Boulevard e no histórico monastério cristão ortodoxo Kievo-Pecherskaya.  Outras 32 cidades participaram da Hora do Planeta nesse país, que integrou o evento pela terceira vez.  Os apoiadores aproveitaram uma hora de música acústica do popular cantor ucraniano Dmitriy Shurov e a banda Bahroma no Centro de Arte Contemporânea M17.

Em Odessa, o centro histórico da cidade, que inclui o teatro da Ópera e o boulevard na orla do mar, também ficaram no escuro.  Ás 20h30in, as pessoas puderam assistir a um concerto de rua perto da Prefeitura, seguido de shows pirotécnicos e de uma mobilização instantânea com velas (flash mob).  No final do concerto, as pessoas escreveram em lanternas as suas promessas para o planeta e deixaram-nas voar pelo céu noturno.

“Se cada um de nós começar a monitorar a quantidade de gás, água e eletricidade usada, os números de um país imenso como a Ucrânia serão enormes.  Na realidade, é tão simples mudar nosso comportamento”, afirmou Lilia Poustovit, uma popular designer de roupas e veterana na Hora do Planeta, que é embaixadora da campanha ucraniana desde 2009.

Em outras cidades ucranianas as pessoas puderam participar de concertos de rua e jantares à luz de velas em vários restaurantes, assim como unir-se aos skatistas em Energodar e participar de uma noite de astronomia em Poltava.

A Bielorrússia apagou as luzes de seus prédios mais proeminantes e talvez também mais impressionantes – a biblioteca nacional é um catedro cúbico rômbico de vidro com 23 andares (um sólido com 8 triângulos e 18 quadrados), enquanto a biblioteca nacinal da Lituânia apagou as luzes do castelo mais exibido na moeda nacional – o castelo Vilnius Gediminas, do século 14, apoiado pelo prédio do Museu Nacional.

As celebrações polacas em 30 cidades foram capitaneadas pelo apresentador de TV Kinga Rusin.   

“Eu apoiei a Hora do Planeta durante vários anos, pois oferece uma oportunidade prática para que cada residente deste planeta desligue as luzes durante uma hora para participar da busca de uma objetivo comum de promover o pensamento verde e a sustentabilidade de nosso planeta”, declarou a presidente da Letônia, Valdis Zatlers.

“Ao tomar parte ativa neste evento, em lugar de ficar de fora, confirmamos que estamos preocupados com as mudanças climáticas que acontecem em nosso meio ambiente.”

O primeiro-ministro Valdis Dombrovskis e a sede do Parlamento, Saeima, também apóiam a quarta comemoração da Hora do Planeta na Letônia.

Malmo é premiada como a cidade mais verde da Hora do Planeta

Do outro lado do mar Báltico, 30 cidades suecas concorrem pela honra de serem escolhidas “a capital da Hora do Planeta 2011” e Malmo foi escolhida para receber o prêmio do Rei no discurso inaugural “Hora do Planeta Desafio da Cidade”, o plano mais holístico, motivador e crível para chegar com zero emissão de carbono.
 
Mas a cidade não pretende dormir nos louros e o Prefeito Ilmar Reepalu disse no painel internacional de especialistas que o “nosso trabalho não terminou e o nosso objetivo é que Malmo tenha energia 100% renovável até 2030.”

Em outros lugares, o famoso músico Anders Paulsson liderou a Orquestra Filarmônica Real no teatro de concertos de Estocolmo, na Suécia.  No outro lado da escala musical da Geração Amor, Vanessa Falk, J-Son e Vanessa Liftig viram um concerto de Hip-Hop no escuro, movido por um pedal com neutralidade de carbono, no Centro Cultural de Estocolmo.

Os fãs da música Folk e de concertos pop não foram negligenciados e puderam assistir o concerto na igreja Katarina Kyrka (uma das maiores igrejas e das mais centrais de Estocolmo).  As estrelas incluíram Me and My Army, Carl Norén, Little Majorette,  Esbjörn Hazelius Kleerup e Stiko Per Larsson.  O próximo compromisso de Stiko será uma caminhada para a Hora do Planeta, de Estocolmo a Copenhague.

As ações da Hora do Planeta em Tirana, capital da Albânia, foram em toda a cidade e tiveram por tema "apague as luzes – acenda a solidariedade com o planeta". O povo local se reuniu na frente de um importante ponto turístico deTirana, a faculdade de História e Psicologia, onde as luzes foram apagadas para a cerimônia da Hora do Planeta e para uma “festa à luz de velas” que durou os 60 minutos inteiros.  Quem assistiu foi entretido por um concerto acústico de guitarra, gratuito, sem o uso de eletricidade e o evento foi transmitido em toda a Albânia pela rede de TV local, a Planet TV.

Na Noruega, as comemorações da Hora do Planeta quebraram os recordes pelo terceiro ano consecutivo, com a participação de 181 cidades e comunidades (até 162 em 2010). Um dos destaques incluiu um resort de esqui que comemorou a Hora do Planeta com um ziguezague de tochas, em que os participantes eram convidados a esquiar e descer a montanha carregando uma tocha na mão.  O explorador polar noruguês Borge Ousland comunicou a necessidade urgente de ações que possam ir além da hora.  “Durante minhas expedições ao Ártico, eu velejei enfrentando as conseqüências das mudanças climáticas: onde havia gelo, agora só tem mar aberto. As mudanças são impressionantes e a tarefa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa nunca foi tão importante como agora”.  

A companhia nacional de energia da Noruega, Statnett, relatou uma queda nacional no consumo de energia durante a hora que ultrapassou a economia feita no ano passado. Os números mostram que os noruegueses que desligaram suas luzes foram capazes de economizar o equivalente a pouco mais de 6 milhões de lâmpadas de 40W.

A demanda à luz de velas para “Energiewende agora!”

Uma demanda de três mil velas para a campanha "Energiewende jetzt! ("mude agora para uma energia verde!") foi o principal destaque do evento de apagar as luzes no Portão de Brandenburgo. As lanternas foram usadas para compor “Klimaschutz jetzt" (proteção climática já).

Cerca de 65 cidades na Alemanha participaram da Hora do Planeta 2011.

As cidades da República Tcheca que participam da Hora do Planeta quadruplicaram e hoje incluem quatro capitais regionais. Entre as 131 cidades está Brno, a segunda maior cidade do país, que convidou os cidadãos para “aproveitar o escuro” assistindo a filmes sobre o escuro, aulas sobre o clima a poluição leve, bem como a concertos no escuro e uma caminhada guiada pela cidade, pelos cantos mais “escuros” da cidade, parando em lojas de arte, cafés e restaurantes que funcionam só a luz de velas.  O observatório de Valašské Mezirící teve uma noite dedicada ao clima e à poluição leve.

Uma pista fica no escuro no Aeroporto de Budapeste, mas não precisou alarme

Mais de 5 mil pessoas se reuniram no Castelo de Budapeste, na Hungria, que ficou às escuras, para ouvir celebridades falarem de mudanças climáticas, proteção ambiental e por que elas apóiam a Hora do Planeta.

O Aeroporto de Budapeste prometeu apagar as luzes da pista e essa notícia inicialmente pareceu alarmante.  Esse black-out temporário ocorreu sob o controle nacional e internacional estrito para assegurar que os passageiros e a aviação pudessem celebrar com segurança o conserto do sistema de iluminação, que reduziu a quantidade de energia usada pela um sistema de iluminação que pode ser visto a uma distância de 20 km.   

A cidade universitária de Szeged, que é bem animada e fica na parte sul da Hungria, sediou um evento destacando percussionistas e bailarinos pirotécnicos.  Foi servido vinho Mulled e refrescos para os apoiadores da Hora do Planeta, que receberam velas com a logo da Hora do Planeta.

A capital da Áustria, Viena, participou pela primeira vez de um evento da Hora do Planeta.  O apoio do presidente Heinz Fischer foi afirmado com uma declaração que diz que “o presidente federal da Áustria dá as boas-vindas a todas as atividades como a Hora do Planeta, para tornar conhecidos os drásticos impactos das mudanças climáticas para todos os austríacos e demais pessoas que vivem na Áustria.”

As luzes foram apagadas no famoso edifício da Prefeitura de Viena e do enorme e histórico Castelo de Schönbrunn, nos arredores de Viena.  Outras 11 cidades apoiaram a Hora do Planeta, entre elas as cidades históricas de Innsbruck, Linz, Klagenfurt e Salzburg.  Nesta última, as luzes foram apagadas em 20 pontos turísticos, inclusive o Castelo de Hohensalzburg e ainda a estátua de Mozart.

Na Suíça, o Comitê Olímpico Internacional baseado em Lausanne, também ofereceu seu apoio.

Roma, a cidade eterna da Itália, ficou temporariamente às escuras no evento realizado na Piazza Navona, que deu o ponta-pé inicial com animações e as crianças, chegando à Fonte dos Quatro Rios, que foi desligada pelo ator Christian de Sica e também pelo fundador do WWF-Itália, Fulco Pratesi. Descendo em direção ao Forum, o Coliseu entrou na penumbra.

O campeão de natação Massimiliano Rosolino foi o primeiro de uma procissão de celebridades a acender as lanternas voadoras no tapete verde, enquanto o mascoto Pocoyo foi trazido para animar a praça juntamente com os artistas de rua que participaram de um concerto.  

O principal evento de Milão para a Hora do Planeta foi realizado no cenário gótico da praça da catedral, a Piazza Duomo. As crianças foram agraciadas com animações vespertinas, jogos e laboratórios, inclusive uma casa ecológica, demonstrações de energia solar e de relógio d’ água. A famosa catedral da cidade tornou-se uma testemunha muda durante um minuto de silencia pelo Japão.  

A Espanha também teve uma participação recorde, com 214 cidades, 172 escolas e universidade, 76 empresas e outras 153 organizações que apoiaram o evento.  Um total de 15.026 indivíduos se cadastraram on line.  

Em Portugal, as luzes foram  desligadas pelo compositor António Vitorino dAlmeida, reconhecido mundialmente.

A cidade das luzes as apaga

Uma logomarca da Hora do Planeta, medindo 25 metros por 25 metros e com 1.600 ursos pandas de iluminação LED foi o último toque nas comemorações do evento em Paris, na França.  Mas o principal espetáculo foi a Torre Eiffel ficar às escuras de repente.  Apertar o botão vermelho tornou-se uma tarefa muito procurada em todo o avanço global da Hora do Planeta.Outros interruptores, no entanto, se fazem necessários para apagar as luzes das pontes históricas sobre o Sena.

Na Holanda, as comemorações ficaram concentradas na praça Rembrandt em Amsterdã, onde um grupo especial tocou as dez mais do Dj holandês e embaixador da Hora do Planeta, Ferry Corsten. Na segunda maior cidade do país, Rotterdã, as luzes da Prefeitura e da ponte Erasmus foram apagadas durante uma hora.

60 ciclistas fixos transmitem as notícias da Hora do Planeta

No Royal Albert Hall, em Kensington, um evento especial foi criado para a Hora do Planeta:  a energia humana atravessa a escuridão e faz brilhar uma mensagem de esperança nos muros no icônico Royal Albert Hall. Durante uma hora, 60 ciclistas estáticos fizeram rodar uma projeção de animação do mundo natural e também as notícias da Hora do Planeta.

"A Hora do Planeta é sobre milhões de pessoas de todo o mundo se reunindo para apagar as luzes, enfrentar as mudanças climáticas e proteger nosso mundo natural”, afirmou o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. “É um símbolo gigante da solidariedade global, uma mostra motivadora do compromisso mundial.  Peço a todos que participem.  Eu realmente acredito que este é outro pequeno passo até o grande prêmio que todos nós desejamos ver – nosso planeta protegido contra as mudanças climáticas.”

Os pontos turísticos que foram escurecidos na Hora do Planeta no Reino Unido incluem a roda gigante do London Eye com Energia EDF, o estádio do Manchester United Old Trafford, o Albert Hall, o Palácio de Buckingham e a casa Nº 10 da Downing Street (que serve de residência e escritório para o primeir-ministro do Reino Unido).  A Ponte da Torre - Tower Bridge – está entre seis pontes do Reino Unido que foram desligadas durante a Hora do Planeta.

O Prefeito de Londres, Boris Johnson, disse: "Estou satisfeito em apoiar totalmente a Hora do Planeta do WWF para destacar o compromisso de Londres com a conservação energética.  Na Prefeitura, nós vamos desligar as luzes para marcar esse evento global e assegurar que a Coluna de Nelson, que é um ícone de Londres, fique às escuras na Praça Trafalgar Square."
 
A contagem regressiva para a Hora do Planeta na Escócia foi no Castelo de Edinburgo. O parlamentar Alex Salmond, primeiro-ministro da Escócia, disse que “o governo escocês está contente de apoiar a Hora do Planeta do WWF. O ato pioneiro contra as mudanças climáticas, cuja meta é reduzir as emissões de carbono em 42% até 2020, é desafiador e também exeqüível.  Se fizermos isso, criaremos uma Escócia mais limpa e mais verde, com uma economia próspera e de baixo carbono.  Estamos comprometidos com a liderança pelo exemplo e para incentivar outros a fazerem o mesmo.”

"Cada pessoa na Escócia, caracteristicamente, contribui com duas vezes a média mundial em termos de emissões de gases de efeito estufa ocasionados pelo nosso comportamento no dia-a-dia.  Pequenas mudanças em nossa vida quotidiana irão não apenas ajudar a reduzir as emissões como também podem contribuir para um estilo de vida mais saudável, aperfeiçoar nosso meio ambiente e oferecer uma economia financeira real.”

"A Hora do Planeta da Rede WWF é uma oportunidade de demonstrar o compromisso da Escócia de enfrentar as mudanças climáticas de uma forma simples e eficiente.”

O Prefeito de Dublin, na Irlanda, Gerry Brown, celebrou a participação de sua cidade nessa iniciativa global e destacou o papel pioneiro na Europa na Hora do Planeta.  “Dublin foi a primeira cidade da Europa a dar seu apoio à Hora do Planeta e eu tenho orgulho de continuar com essa tradição, que demonstra o poder das pequenas nações, indivíduos e comunidades de se unirem e enviarem uma mensagem poderosa.”  A Irlanda apagou a luz de alguns de seus pontos turísticos mais famosos, como a Rocha de Cashel, o Castelo Donegal e a Leinster House.


Fonte: WWF - Brasil


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