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Especialistas definem plano de ação para salvar araras-azuis




O primeiro plano de ação para a espécie vai assegurar a manutenção de populações de Arara-Azul-Grande (Anodorhynchus hyacinthinus) na sua área de ocorrência original e reduzir ao máximo o nível de ameaça sobre a espécie. No documento são compiladas todas as informações sobre a espécie, bem como os objetivos, as diretrizes, as prioridades e os prazos para a conservação das araras azuis.

Atividades de campo para a preservação da Arara-Azul-Grande, dados sobre o tráfico nacional e internacional de animais, as análises genéticas, a criação comercial de aves ameaçadas e a incidência dessa espécie na Bolívia foram alguns dos temas discutidos pelo comitê.

A escolha do estado do Mato Grosso do Sul para realização do evento foi motivada pela existência do projeto Arara-Azul, uma referência na conservação da espécie. O projeto, coordenado pela bióloga Neiva Guedes, já instalou 182 ninhos artificiais e monitora um total de 367 ninhos cadastrados em 54 fazendas, localizadas no Pantanal de Aquidauana, de Miranda, de Rio Negro, do Abobral, da Nhecolândia e do Nabileque. O resultado é que desde 1999, o número de araras-azuis subiu de 1.500 para 5.000 no Pantanal.

Segundo Neiva Guedes, o plano de ação será submetido a uma revisão, confecção de mapas, e preparação para publicação, possivelmente no primeiro semestre de 2007.

O Comitê para Conservação e Manejo da Arara-Azul-Grande foi criado em maio de 2003 por meio de portaria do Ibama e congrega pesquisadores e instituições como a Sociedade de Zoológicos do Brasil (SZB) e a Sociedade Brasileira de Ornitologia (SOB), e setores do próprio Ibama como a Coordenação Geral de Fauna, Coordenação de Proteção de Espécies da Fauna e o Centro de Pesquisas para a Conservação das Aves Silvestres.

A arara-azul-grande é considerada o maior psitacídeo do mundo, podendo chegar até um metro de comprimento total do bico à cauda. Destaca-se pela beleza, com uma plumagem azul cobalto em todo o corpo, e sofre com a destruição de seu habitat natural e com a captura ilegal para tráfico de animais silvestres. A espécie ocorre principalmente no Brasil, podendo também ser encontrada no Paraguai e Bolívia.

Desde 1999, o WWF-Brasil apóia a conservação das araras-azuis. . O Projeto Arara Azul é realizado pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), Instituto Arara Azul, Toyota do Brasil e Refúgio Caiman.

O encontro foi realizado no Indaiá Park Hotel de Campo Grande (MS) nos dias 20 e 21 de setembro e contou com o apoio do WWF-Brasil. Na sexta-feira, 22, os membros do Comitê fizeram visita a uma base de campo do Projeto Arara-Azul no R.E.Caiman.


Fonte: WWF - Brasil


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