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Crematório brasileiro fabrica urnas biodegradáveis


O Crematório Vaticano, localizado em Santa Carina, se especializou na fabricação de urnas biodegradáveis. A opção torna até mesmo a morte mais sustentável. As urnas podem ser plantadas ou jogadas ao mar com as cinzas sem prejudicar o meio ambiente

A cremação, por si só, é considerada uma opção que agride menos a natureza do que os sepultamentos tradicionais.  Isso acontece porque durante a decomposição do corpo, um líquido chamado necrochorume é eliminado por restos mortais e ele contém uma alta carga tóxica com vírus e bactérias. Esses micro-organismos, em contato com o solo e o ambiente urbano, podem transmitir doenças como hepatite e tuberculose, entre outras.

“O processo [de cremação] não polui o meio ambiente, os gases são analisados a cada seis meses por uma empresa terceirizada e as cinzas, além de não ocupar espaço no solo, também não são poluentes”, explica Mylena Cooper, sócia-diretora do Crematório Vaticano.

A empresa desenvolve urnas especiais voltadas para as famílias que optam por rituais diferentes na hora da despedida. Uma delas é a urna biodegradável, feitas de compostos orgânicos como papel reciclável, areia, sementes, folhas e tintas naturais.  Essas substâncias se integram ao meio ambiente e viram parte do solo.  As urnas podem ser plantadas com sementes de árvores nativas, onde as cinzas funcionam inclusive como adubo para a planta. Além do material ecológico, as urnas são produzidas em diversos tamanhos.

Outra ideia que vem ganhando cada vez mais adeptos é a urna hidrossolúvel, ideal para quem quer lançar as cinzas ao mar. Em formato de concha, a urna flutua por alguns minutos antes de afundar e dissolver-se, com as cinzas, na água do mar.

Segundo Mylena Cooper, sócia-diretora do crematório, a alternativa é hidrossolúvel e não agride o meio ambiente. “Percebemos que o vento acabava dispersando as cinzas e as famílias se preocupavam muito em como evitar que isso acontecesse. Em contato com artistas brasileiros criamos essa urna especial, feita em material artesanal, com papel reciclado e tintas naturais, que não agridem o meio ambiente e se dissolvem na água pouco tempo após o contato com ela”, explica Mylena. “Cada concha é feita à mão a partir de papel reciclado e pintado por um artista com corantes naturais”.

Além do material ecológico da urna, a mesma vem acompanhada de um plástico especial desenvolvido nos Estados Unidos que também dissolve na água. O plástico serve para abrigar as cinzas e é colocado dentro da urna por uma pequena tampa. A urna é selada com cola artesanal e ecológica, também hidrossolúvel.


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