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Contribuição do Arpa para o desenvolvimento do Brasil é reconhecida nos EUA




Departamento do Tesouro Americano premia o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), por meio do Banco Mundial, pelo sucesso e impacto no desenvolvimento do país


O Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), por meio do Banco Mundial, foi premiado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como um projeto ‘especialmente notável e de grande impacto’.

O Arpa é responsável pelo apoio a 95 unidades de conservação (UCs), que protegem 52 milhões de hectares da Amazônia. Também estão em curso 17 processos de criação de UCs, que serão apoiadas pelo programa, em uma área de seis milhões de hectares, o que representa uma área total de 58 milhões de hectares protegidos na Amazônia. Até 2015, o programa deverá superar a meta de 60 milhões de hectares em unidades de conservação.

A “Homenagem Impactos do Desenvolvimento”(Development Impacts Honor) foi lançada este ano e o Arpa, ao lado de mais três projetos, foi escolhido entre 58 inscritos para receber a premiação.

A diretora gerente do Banco Mundial, Sri Mulyani, recebeu o prêmio em evento em Washington onde também estiveram presentes membros do Congresso dos EUA, representantes de agências do governo americano, e da ampla comunidade envolvida na agenda do desenvolvimento, além do coordenador do Arpa no Ministério do Meio Ambiente, Trajano Quinhões.

“Esse reconhecimento internacional do Arpa é consequência do comprometimento do Brasil com uma política de conservação ambiental e de um trabalho dedicado de todos os parceiros do programa”, afirmou o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Mauro Armelin. 

“Os resultados do Arpa são animadores e agora é preciso olhar pra frente e garantir recursos para que as unidades de conservação da Amazônia continuem cumprindo seu objetivo de preservar nossos recursos naturais e contribuir para a qualidade de vida da população da região”, completou o coordenador. 

“Ficamos muito satisfeitos com a premiação. O Banco Mundial está sendo homenageado pelos resultados conquistados pelo Arpa. O Banco Mundial é um dos financiadores do programa e é também um dos seus idealizadores”, relata Trajano Quinhões.

O Arpa:
O Arpa é o maior programa de conservação da biodiversidade em florestas tropicais do mundo e seu objetivo é apoiar a criação e a consolidação de um conjunto de unidades de conservação em áreas prioritárias da Amazônia brasileira.

Criado em 2002, o programa foi anunciado na conferência mundial do ambiente "Rio +10", em Joanesburgo, na África do Sul. A primeira fase do programa aconteceu entre 2002 e 2009, durante a qual 63 unidades de conservação foram criadas e implementadas – em mais de 32 milhões de hectares.

O programa é uma parceria entre o Governo Federal do Brasil, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Governos Estaduais da Amazônia Brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Pará e Tocantins, WWF-Brasil, Cooperação Brasil – Alemanha, GTZ, KfW, Banco Mundial, GEF, Funbio, Fundo Amazônia e BNDES.

Biodiversidade e clima

Ao contribuir para a expansão e consolidação do sistema de unidades de conservação na Amazônia brasileira, o Arpa apoia substancialmente para a prevenção do desmatamento: as unidades de conservação apoiadas apresentam índices menores de destruição florestal do que as que estão fora do programa. 

Sendo assim, o programa é fundamental para evitar a emissão de gases de efeito estufa. “Em 13 áreas protegidas pelo programa Arpa, entre 2003 e 2007, temos estudos que comprovam que deixamos de emitir 430 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera”, cita a vice-presidente do Banco Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, Rachel Kyte.

Ela explica que foram investidos 84 milhões de dólares durante toda a primeira fase do Arpa (2003-2010). “Se cada tonelada de carbono equivale a 5 dólares, até 2050 isso significará 2,2 bilhões de dólares. Se pensarmos em um cálculo anual, o custo para a redução das emissões no período é de 54 milhões de dólares”, relata a vice-presidente.

O programa também protege uma amostra considerável da biodiversidade do Brasil. Em apenas 39 unidades de conservação apoiadas pelo programa, foram encontradas mais de oito mil espécies de plantas e animais, das quais 107 estão ameaçadas de extinção.

O Arpa na Rio + 20:
No dia 18 de junho, na Rio +20, o WWF-Brasil, o Funbio e a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Departamento de Áreas Protegidas, realizam um evento para apresentar os resultados do maior programa de conservação terrestre do mundo e sua importância para a ampliação e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no bioma Amazônia.

Durante o evento, que contará com a presença do secretário de Biodiversidade e Florestas, secretárias-gerais do WWF-Brasil e do Funbio, além de representantes do BNDES, KfW, Banco Mundial, GEF, Fundação Gordon e Betty Moore e Linden Trust for Conservation, irá debater as metas do programa, os arranjos de gestão e os seus resultados de conservação.

Além disso, o WWF-Brasil, o MMA e o Funbio apresentarão no evento a iniciativa Compromisso com a Amazônia – Arpa para a vida, que pretende garantir a implementação do Arpa para sempre e será lançada no evento.

Serviço:
Dia: 18 junho de 2012 (segunda-feira)
Horário: 17h00
Local: Arena da Barra, Rio de Janeiro – auditório ARN-2
Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401. Barra da Tijuca. Rio de Janeiro – Brasil


Fonte: WWF - Brasil


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