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Concessão florestal é alternativa sustentável para atividade madeireira




WWF-Brasil estima que, atualmente, 41% da produção de madeira da Amazônia seja de origem ilegal ou desconhecida.

Por Bruno Taitson, de São Paulo (SP)

"A produção de madeira em florestas públicas na Amazônia, por meio de concessões outorgadas pelo Governo Federal, é a melhor alternativa para diminuir a ilegalidade da indústria madeireira no país”. A análise faz parte da palestra feita pelo engenheiro florestal Estevão Braga, do WWF-Brasil, durante o Primeiro Encontro para o Desenvolvimento Sustentável do Setor Madeireiro, realizado nesta sexta, 25 de setembro, na capital paulista.

Estevão Braga destacou que, atualmente, cerca de 41% da madeira produzida na região amazônica tem origem desconhecida ou ilegal, fato que classificou como “extremamente preocupante”. Ele ressaltou a importância da Lei de Gestão de Florestas Públicas, aprovada em 2006.

Segundo o engenheiro florestal do WWF-Brasil, as concessões possibilitam a exploração legal e sustentável do produto, contribuindo, para a conservação das florestas. Por outro lado, dá todas as condições para o empresário do setor auferir lucros e atender às demandas por madeira nos mercados interno e externo.

De acordo com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, há na Amazônia uma área de 42,8 milhões de hectares em que as concessões poderão ser feitas. Deste total, segundo o órgão, 2,7 milhões de hectares devem ser outorgados até o final de 2010 e, em 10 anos, a área concessionada chegará aos 13 milhões de hectares.

Estevão Braga disse que, com o sistema de concessões, o empresário terá a segurança necessária para investir na produção de madeira tropical no país. “Atualmente, sabemos que a questão fundiária é um dos principais gargalos no uso sustentável da terra na Amazônia. Se a exploração ocorre em florestas públicas que permitem o manejo florestal, esse problema não existe”, salientou.

A questão social também é contemplada pela Lei de Gestão de Florestas Públicas. Nas licitações para explorar as áreas, 60% do peso é dado para questões socioambientais – por exemplo, se a empresa vai criar empregos e infraestrutura para as comunidades locais e se vai desenvolver mecanismos para a proteção da floresta. O critério do maior preço pago ao governo pela concessão tem peso de 40% no processo licitatório.

Estevão Braga acrescentou que, nos últimos 10 anos, a produção de madeira na Amazônia brasileira caiu, aproximadamente, 40%. “Isso significa que as florestas nas áreas privadas estão sofrendo uma expressiva redução. É mais uma razão para que a alternativa das concessões seja considerada pelo setor madeireiro”, concluiu.

O encontro foi organizado pelo Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras do Estado de São Paulo (Sindimasp). Participaram do evento representantes da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal, Polícia Militar do Estado de São Paulo, Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo e WWF-Brasil.


Fonte: WWF - Brasil


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