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Comitês estaduais reforçam o movimento por um Código Florestal mais justo




Desde a formação, em junho deste ano, do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, reunindo os mais diversos segmentos sociais e entidades representativas, que o movimento pelo debate do Código Florestal vem se ampliando pelo país.

De lá para cá, os estados estão se organizando também para o lançamento de comitês locais com o objetivo de esclarecer, mais de perto, a população a respeito dos riscos e dos impactos que a reforma - aprovada na Câmara dos Deputados e em curso no Senado Federal – pode ocasionar à biodiversidade e à qualidade de vida nas cidades, inclusive, trazendo retrocesso à legislação brasileira em relação ao desmatamento e à recuperação de áreas degradadas, além de incentivar a cultura da impunidade anistiando multas e crimes ambientais.

O movimento #florestafazadiferença já está formalizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Paraná, que fundaram seus comitês com a meta geral de alcançar 1 milhão de assinaturas no país.

Na última sexta-feira (30),  a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, compareceu ao lançamento do Comitê Ceará, em Fortaleza, e torce pelo engajamento social. "Acredito que os cidadãos vão se engajar nesse movimento porque o novo Código Florestal representa um retrocesso para o Brasil. É preciso tirar o cidadão da condição de espectador da política e colocá-lo como protagonista da política", enfatizou Marina.
Em relação ao Ceará, Marina Silva falou que o grande desafio do Estado é proteger os remanescentes de floresta e aliar o desenvolvimento econômico à sustentabilidade. Várias personalidades participaram do evento, dentre elas o secretário municipal de Meio Ambiente, Deodato Ramalho.

No mesmo dia, houve a instalação do Comitê Paraná com a presença do subprocurador Geral da República, Mário José Gisi, do diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani e do professor de Direito Socioambiental da PUC-PR e Procurador do Estado, Carlos Marés. Eles abordaram, por ângulos diferentes, o PL 30/11 e em comum destacaram que a atual reforma do Código Florestal é prejudicial ao país e a mobilização popular é a única ferramenta que pode evitar sua aprovação.

Marés afirmou, ainda, que a solução para os problemas dos agricultores familiares não está na redução das áreas de Reserva Legal ou de Área de Proteção Permanente. Segundo ele, a reforma agrária na região é o caminho. “Se liberarmos a derrubada da mata ciliar para uso de agricultura, mesmo para os pequenos agricultores, quando essa terra for dividida para os filhos desse agricultor, essa faixa já será insuficiente, o que faremos, então? Secaremos o rio para que esse pequeno agricultor possa plantar em seu curso?”, questionou Marés.

Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, trouxe experiências de outros comitês pelo Brasil e passou algumas estratégias do Comitê central. Ele reforçou o papel da sociedade civil nesta discussão e disse que tem visto um envolvimento popular que cresce diariamente e que tem sinalizado ter força suficiente para mudar o rumo dos debates no Senado Federal.

E, na próxima segunda-feira (10/10), às 19h, o Museu da República, em Brasília, abre seu auditório para o lançamento oficial do Comitê DF, com as presenças dos deputados Erika Kokay (PT-DF) e José Reguffe (PDT- DF), do advogado ambientalista André Lima, da consultora de meio ambiente e urbanismo da TV Globo, a geógrafa Mônica Veríssimo, do presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB/DF, Getúlio Humberto Barbosa de Sá entre outras personalidades.

O manifesto de lançamento afirma que “é mais do que hora de o país atualizar sua visão de desenvolvimento para incorporar uma visão sustentável em todas as suas dimensões”.

*Com informações: Diário do Nordeste, SOS Mata Atlântica e SOS Florestas Paraná.

Para saber mais sobre os comitês:
Comitê Brasil: (61) 2103.8328 comiteflorestas@gmail.com
Comitê Ceará: (85) 3281 0246 comiteflorestasceara@gmail.com
Comitê Distrito Federal: (61) 8539.4002 e 8142.4282 comiteflorestasdf@gmail.com
Comitê Paraná: (41) 3339.4638 spvs@spvs.org.br


Fonte: WWF - Brasil


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