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Começa recuperação do Córrego Guariroba, em Campo Grande




Produtores rurais do córrego Guariroba, em Mato Grosso do Sul, dão início a obras de recuperação do manancial responsável por 50% do abastecimento de água de Campo Grande. As ações são parte de um esforço que reúne, além dos produtores e da Prefeitura Municipal de Campo Grande, a Agência Nacional de Águas (ANA), Banco do Brasil (BB), Fundação Banco do Brasil (FBB) e a organização ambientalista WWF-Brasil. As entidades integram o Programa Água Brasil, concebido pelo Banco do Brasil e executado pelos parceiros.

Participam, ainda, do programa de recuperação do Guariroba, batizado de Manancial Vivo, o governo do estado de Mato Grosso do Sul, o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) do Córrego Guariroba, a empresa de abastecimento Águas Guariroba, o Sindicato Rural de Campo Grande e a Associação de Recuperação e Conservação do Córrego Guariroba. 

Entre as ações a serem desenvolvidas pelos parceiros no córrego Guariroba estão obras de terraceamento em pastagens, para evitar a erosão de solos, e a recuperação da cobertura vegetal às margens do córrego, as Áreas de Preservação Permanente (APPs), que, sem a devida proteção, foram substituídas, em muitos pontos, por imensas crateras provocadas pela água da chuva, que carregam solos férteis e provocam o assoreamento dos cursos d’água.

Além das obras físicas e das atividades de educação ambiental e de difusão de boas práticas agropecuárias, as ações do Programa Água Brasil preveem, ainda, o cálculo da Pegada Hídrica da região. A Pegada considera todos os usos – diretos e indiretos – da água. O estudo servirá como ferramenta para a elaboração de políticas para melhorar a eficiência no uso da água na região.

Aderindo ao programa, os produtores rurais recebem ajuda para custear as obras necessárias (curvas de nível, cercamento de APPs, plantio de mudas) e passam a ter direito a pagamentos por serviços ambientais, que variam de 65 reais ao ano por hectare de pastagem recuperada, até 130 reais ao ano por hectare de floresta protegida. Para fazer as obras necessárias, o produtor desembolsa apenas 60% do total. Os 40% restantes são cobertos pelos parceiros. O Córrego Guariroba tem suas margens ocupadas por grandes propriedades, onde a principal atividade econômica é a criação de gado.

Na última semana, produtores rurais, prefeitura e parceiros discutiram, em Campo Grande, detalhes dos contratos a serem assinados para o desenvolvimento do programa. Pelo acordo, os pagamentos por serviços ambientais serão feitos com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), enquanto as obras e demais atividades serão custeadas pelos parceiros. Os recursos do FMMA são provenientes de compensações ambientais, licenças, multas, contratos e convênios firmados pela Prefeitura.

O programa aplica o modelo do provedor-recebedor, já usado pela ANA em outras bacias hidrográficas, por meio do Programa Produtor de Água. O pagamento por serviços ambientais é uma compensação financeira aos produtores rurais que contribuírem para a recuperação e preservação dos mananciais, provendo benefícios para o território de bacias hidrográficas e suas populações.

A ausência de matas ciliares e de obras de contenção das águas da chuva provocaram a formação de imensas voçorocas na bacia do Guariroba, que representam perdas não só ao proprietário da área, mas também à população, em função dos danos ambientais relacionados.

 “Programas como este ganham fundamental importância no momento em que se veem iniciativas, inclusive no Congresso Nacional, para diminuir a importância da preservação de nossos recursos naturais. Aqui em Campo Grande, em conjunto com nossos parceiros trabalhamos pela preservação da APA do Guariroba, visando, entre outros resultados, a garantia do abastecimento futuro de Campo Grande. Queremos ajudar os produtores rurais da APA a levar benefícios para a produção, para a conservação e para a população de Campo Grande”, diz o coordenador do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.

Além do Guariroba, o programa Água Brasil abrangerá outras 13 microbacias nos diferentes biomas brasileiros. E atuará também em cinco cidades: Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Natal (RN), Pirenópolis (GO) e Rio Branco (AC), visando disseminar o conceito e a prática do consumo consciente e estimular a mudança de comportamento e de valores em relação à produção e ao destino de resíduos sólidos.

A parceria visa, ainda, buscar o aperfeiçoamento dos critérios socioambientais na análise de crédito e investimentos e a implementação de modelos de negócios sustentáveis. O setor bancário é estratégico para a conservação da natureza, em função do importante papel que exerce no financiamento da produção agrícola e de outras atividades associadas ao desmatamento, como grandes projetos de infraestrutura.


Fonte: WWF - Brasil


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