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Campo Grande recebe programa de conservação para garantir abastecimento de água




Por Warner Bento Filho, de Campo Grande (MS)

O córrego Guariroba, responsável por cerca de 50% do abastecimento de água de Campo Grande, receberá conjunto de ações visando sua recuperação. As ações integram o Programa Água Brasil, que foi lançado na manhã desta quarta-feira (4) na capital de Mato Grosso do Sul.

O Programa Água Brasil, concebido pelo Banco do Brasil, é desenvolvido em parceria com Fundação Banco do Brasil, Agência Nacional de Águas e a organização não governamental para conservação da natureza WWF-Brasil, além da Prefeitura de Campo Grande. Entre as ações a serem desenvolvidas pelos parceiros no córrego Guariroba está o cálculo da pegada hídrica da região. A pegada hídrica considera todos os usos – diretos e indiretos – da água. O estudo servirá como ferramenta para a elaboração de políticas para a região para melhorar a eficiência no uso da água.

“O principal objetivo deste programa é trabalhar na interface entre agricultura e água junto aos agricultores da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Guariroba, visando à implementação de técnicas para preservar a área e garantir o abastecimento futuro de Campo Grande”, informa o coordenador do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, Michael Becker.

Para atingir este objetivo, o programa vai incentivar o uso de boas práticas agrícolas, visando à melhoria da qualidade das águas e à ampliação das áreas de vegetação natural. “O WWF-Brasil se une aos parceiros que já desenvolvem ações importantes no córrego Guariroba. Queremos fortalecer este trabalho, trazendo nossa experiência com o objetivo de somar esforços”, diz Becker.

O superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul, Luiz Alves, disse que o cuidado com a qualidade das águas do Guariroba é necessária “para garantir o futuro de nossos filhos e nossos netos”.

Devanir Santos, gerente de Conservação de Água e Solo da ANA, avalia que há condições de implementar o programa Produtor de Água em toda a área de proteção ambiental (APA) do Guariroba. “Quem ganha com isso é a população de Campo Grande, que terá abastecimento garantido com água de qualidade”, disse. 

As ações de recuperação do Guariroba, que se unem a experiências como o Produtor de Água, desenvolvido pela ANA, têm relação com o estudo da pegada ecológica de Campo Grande. O levantamento da pegada ecológica da capital sul-matogrossense foi realizado pelo WWF-Brasil em parceria com a prefeitura da cidade, Global Footprint Network (GFN), a empresa social ecosSISTEMAS e a Universidade Anhanguera. O objetivo do estudo é analisar o impacto da cidade sobre os recursos naturais. Os resultados serão usados como ferramenta de mobilização e de gestão ambiental.

O estudo avaliou os hábitos de consumo da população e mostrou que os maiores impactos estão relacionados ao item alimentação. A criação de gado é uma das principais atividades desenvolvidas na APA do Guariroba.

Orgânicos

Outra atividade importante já desenvolvida pelos parceiros na região, de acordo com Michael Becker, é o incentivo à produção de alimentos orgânicos, que envolve, além da Prefeitura, o Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e o Sebrae, entre outros. A produção orgânica da agricultura familiar de Campo Grande é impulsionada pelo Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável, parceria entre a Prefeitura e o Sebrae/MS, com recursos da Fundação Banco do Brasil, através do projeto PAIS - Produção Agroecológica Integrada e Sustentável. O programa tem, ainda, a participação da Ceasa/MS, Conab, Embrapa e Associação de Produtores.

Além do Guariroba, o programa Água Brasil abrangerá outras 13 microbacias nos diferentes biomas brasileiros. E atuará também em cinco cidades brasileiras: Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Natal (RN), Pirenópolis (GO) e Rio Branco (AC), visando disseminar o conceito e a prática do consumo consciente e estimular a mudança de comportamento e de valores em relação à produção e ao destino de resíduos sólidos.

A parceria visa, ainda, buscar o aperfeiçoamento dos critérios socioambientais na análise de crédito e investimentos e a implementação de modelos de negócios sustentáveis. O setor bancário é estratégico para a conservação da natureza, em função do importante papel que exerce no financiamento da produção agrícola e de outras econômicas.


Fonte: WWF - Brasil


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