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Boto é declarado símbolo de conservação para o departamento de Beni, Bolívia




O boto (Inia Boliviensis),conhecido na região Amazônica como boto cor-de-rosa, foi declarado pela prefeitura do Departamento de Beni (noroeste da Bolívia) como patrimônio natural. Este reconhecimento ressalta o valor de conservação da espécie e dos ecossistemas aquáticos que se encontram no departamento onde vive o animal e no país de maneira geral.

“Quando soubemos que em mais de 90% do território de Beni se encontra o Inia boliviensis, uma espécie endêmica cujo estado de conservação é ótimo na região, decidimos declará-la espécie emblemática e Patrimônio Natural do Departamento de Beni, através de uma resolução da prefeitura”, disse Ana Karina Bello L, da Secretaria Departamentoa de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Prefeitura de Beni. “Nossos próximos passos estão agora direcionados a fortalecer medidas para conservar a espécie e seus habitats, razão pela qual buscamos o reconhecimento nacional desta declaração através de uma Lei a ser sancionada pelo Congresso Nacional “.

O boto foi reconhecido pela comunidade científica como uma nova espécie endêmica para Bolívia e considerado um indicador de qualidade dos sistemas aquáticos onde vive. Para a realização de estudos científicos, ele é fundamental pois facilita medir e avaliar o impacto das ameaças ao meio ambiente, com a contaminação por hidrocarbonetos e mercúrio e a implantação de projetos de infra-estrutrura como represas e hidrovias.

Organizações como o WWF Bolívia, Asociación FaunAgua, e autoridades da Área Protegida Iténez – onde o boto boliviano tem uma população expressiva – comemoraram a medida tomada e manifestaram que “representa uma valiosa oportunidade para gerar ações conjuntas em favor da conservação dos ecossistemas aquáticos do departamento de Beni e de outras espécies associadas como o jacaré Caiman (caiman yacare) , a lontra (Pteromura brasiliensis) e a peta, tartaruga fluvial (Podocnemis unifilis), entre outras”.

Com o objetivo de implementar medidas de conservação da espécie, organizações de conservação da Bolívia e de outros países sul-americanos planejam realizar um estudo detalhado de sua distribuição e quantidade e implementar estratégias de manejo e de aproveitamento em âmbito local e regional, que promovam alternativas produtivas sustentáveis como o turismo responsável, com a participação direta das comunidades locais.

“Os botos estão seriamente ameaçados e com risco de extinção em outros continentes como Ásia. Mas a América do Sul e, particularmente a Bolívia, ainda tem populações com relativo bom estado de conservação”, assegurou Fernando Trujillo, diretor científico da Fundação Omacha, que liderou o primeiro censo de botos da América do Sul. “Ainda temos tempo para tomar as medidas necessárias para evitar que nossos botos tenham a mesma sorte que os asiáticos. Por exemplo, é urgente conhecer o impacto das represas hidrelétricas no Rio Madeira sobre as populações de Inia boliviensis”.

Censo
A resolução é um dos resultados do Censo de Botos na América do Sul, realizado durante quinze meses (2006-2007). Os pesquisadores percorreram um total de 13 rios do continente, em territórios de cinco países: na Venezuela, o rio Orinoco; no Equador, as cabeceiras dos rios Cuyabeno, Lagarto, Tasuní e Napo; na Bolívia, os rios Ichilo, Mamore e Iténez; no Peru, os rios Amiria e Marañón; e na Colômbia, o rio Meta. Adicionalmente, as cabeceiras dos rios Amazonas e Javari (Peru e Colômbia) fizeram parte da expedição.

Nesta iniciativa continental participaram a Fundação Omacha, Fundação la Salle, FaunAgua, Wildlife Conservation Society (WCS), Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS) e o WWF internacional.

A contagem alcançou um número total de 3.188 botos, ao longo de 3.593 km entre os rios Amazonas, Orinoco e seus respectivos afluentes, divididos entre Venezuela, Equador, Peru, Bolívia e Colômbia.

Fonte:  Assessoria de Comunicação do WWF-Bolívia e WWF-Colômbia.
Versão em português:  Geralda Magela – WWF-Brasil


Fonte: WWF - Brasil


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