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Bornéu: tesouro medicinal sob ameaça




, floreUm estudo lançado pela Rede WWF indica que plantas com enorme potencial para ajudar no tratamento ou até curar doenças como câncer, Aids e malária foram encontradas nas florestas tropicais da ilha de Bornéu, localizada no sudeste asiático. No entanto, a degradação ambiental na região já ameaça boa parte deste riquíssimo acervo medicinal que demanda proteção urgente.

Intitulada “Biodescobertas, o segredo botânico de Bornéu” (Biodiscoveries, Borneo's
Botanical Secret), a pesquisa revela que cientistas estão otimistas com os primeiros testes realizados com substratos retirados da vegetação local. Os resultados surpreenderam pela eficiência em combater algumas das doenças humanas mais fatais.

Uma das descobertas mais incríveis foi a substância retirada do látex produzido a partir de uma árvore local chamada Bintangor. O químico mostrou-se capaz de combater, ao mesmo tempo, o HIV e a bactéria causadora da tuberculose. Até hoje, nenhuma droga existente tem esta propriedade. Se for aprovada clinicamente esta pode ser uma promessa importante para a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo.

Outra espécie local, batizada de Aglaia leptantha, é estudada por especialistas da Cerylid Biosciences, uma companhia farmacêutica australiana. O extrato do vegetal provou-se eficiente em eliminar 20 tipos diferentes de células cancerígenas – incluindo as responsáveis por câncer no cérebro, na mama e por melanomas (tumores).

“O fato de esta substância ser muito eficiente contra vários tipos de células que causam tumores agressivos é um argumento forte para defendermos a preservação de seu habitat em Bornéu”, diz Dr. Murray Tait, vice-presidente de pesquisas de novas drogas da empresa. “A destruição da floresta pode privar a ciência da oportunidade de descobrir outras fontes em potencial de remédios salvadores”, complementa.

O estudo ainda cita outro achado importante. Pesquisadores encontraram um poderoso componente contra a malária na casca de uma árvore da região. A substância é utilizada e velha conhecida dos Kenyah, comunidades tradicionais de Bornéu. Caso futuras drogas sejam comprovadamente como seguras para consumo, as populações locais deverão receber benefícios por compartilhar seu conhecimento milenar.
De acordo com a Rede WWF, 422 novas espécies de plantas foram descobertas em Bornéu nos últimos 25 anos e muitas outras ainda esperam para ser conhecidas. Contudo, boa parte desta riqueza está ameaçada pela falta de proteção ambiental. Até o momento, a ilha já perdeu metade de sua vegetação original e os esforços agora são para garantir a proteção do que sobrou de espécies nativas.

Politicamente, Bornéu é dividida entre três nações. Uma pequena porção pertence ao governo de Brunei e a maior parte do território da ilha é controlada por Indonésia e Malásia. Recentemente, os três países uniram-se e lançaram a iniciativa “Coração de Bornéu” com o objetivo de preservar aproximadamente 220 mil quilômetros quadrados de florestas.

“Nós esperamos que muito em breve os três governos assinem uma declaração conjunta pela preservação do ‘Coração de Bornéu’”, diz Mike Kavanagh, secretário-executivo do WWF-Malásia. “Um documento como este asseguraria uma proteção a longo prazo de uma região que pode conter algumas das mais importantes descobertas medicinais do futuro”.

- Baixe o estudo “Biodescobertas, O Segredo Botânico de Bornéu”, em inglês (PDF - 32MB) >>


Fonte: WWF - Brasil


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